Caso houvesse retoma económica, “o que está por demonstrar”, sublinhou a eleita do Bloco de Esquerda, não se poderia sequer fazer um orçamento melhor, maior ou diferente porque o Quadro Financeiro Plurianual até 2020, há pouco tempo aprovado pelas instituições europeias, “condiciona de maneira decisiva as escolhas que podem fazer-se”.
Alda Sousa lembrou, por isso, que o facto de se falar para o próximo ano em dar prioridade à investigação e inovação não significa que isso venha a concretizar-se porque já foram congelados projetos que poderiam suscitar crescimento e aplicação de verbas no combate ao desemprego jovem.
O debate sobre as perspetivas do orçamento para 2015 decorreu em Estrasburgo na presença do comissário Levandovsky, titular do pelouro. A eleita do Bloco de Esquerda pretendeu saber do responsável se é verdade que um terço dos gastos com ajuda humanitária previstos para este ano já se esgotaram até final de Fevereiro, com a agravante de continuarem a reforçar-se o Frontex – medidas securitárias militarizadas para combater a imigração – e o fundo para o retorno dos refugiados. Com todos estes condicionalismos, “onde vai o Sr. Comissário arranjar o dinheiro para as expectativas e as necessidades entretanto criadas?” – perguntou Alda Sousa.
13/3/2014
Artigo publicado no site do Grupo Parlamentar Europeu do Bloco de Esquerda