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Moçambique necessita de ajuda urgente depois do ciclone Eloise

O Gabinete da ONU para a Coordenação de Assuntos Humanitários alertou para as carências de comida, água e equipamentos médicos. O ciclone Eloise matou 15 pessoas, deixou 17.000 deslocados e destruiu colheitas.
Centro de abrigo de Chibuto na província de Manica atingido pela tempestade. Foto de André Catueira/EPA/Lusa.
Centro de abrigo de Chibuto na província de Manica atingido pela tempestade. Foto de André Catueira/EPA/Lusa.

A tempestade tropical Eloise atingiu Moçambique no sábado dia 23 de janeiro, três semanas depois da tempestade Chalane e dois anos depois do ciclone Idai ter espalhado a sua devastação. Dos 15 mortos que o fenómeno causou, seis foram neste país. Houve ainda mais de uma dezena de feridos, 16.693 pessoas deslocadas, 17.000 casas destruídas ou inundadas, tendo sido afetadas um total de cerca de 250.000 pessoas.

Estes são números preliminares de relatórios oficiais citados pelo Gabinete da ONU para a Coordenação de Assuntos Humanitários, OCHA. As zonas mais afetadas pelo ciclone foram Buzi, Dondo, Nhamatanda e a cidade da Beira. Há notícias de 74 centros de saúde e 411 salas de aula danificadas, de 142.000 hectares de colheitas inundadas, não estando ainda estimado o efeito nas colheitas anuais que seriam em abril.

A instituição da ONU diz que são necessários mais recursos urgentemente, nomeadamente comida, água e equipamentos médicos. Foram montados 33 centros para receber as pessoas deslocadas, a grande maioria na província de Sofala.

O porta-voz da OCHA, Jens Laerke, citado pela Euronews, salienta como as instituições humanitárias no terreno estão “já a responder a necessidades múltiplas em Moçambique, incluindo o conflito em Cabo Delgado no norte e o recente impacto da tempestade tropical Chalane. Agora, precisamos de mais recursos para responder às necessidades causadas pelo ciclone tropical Eloise".

Ao mesmo órgão de comunicação social, Tomson Phiri, porta-voz do Programa Alimentar Mundial, destaca a altura muito complicada” porque “entre janeiro e março atinge-se o pico da época entre colheitas, que é quando as pessoas têm mais dificuldade para encontrar comida”. Segundo ele, “há mais de 2,9 milhões de pessoas a enfrentar altos níveis de insegurança alimentar” em Moçambique.

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