O gigante tecnológico Meta anunciou esta segunda-feira uma importante mudança oficial de política. A empresa passa a permitir que o Governo dos Estados Unidos da América e as suas empresas subcontratadas do setor da "segurança" usem os seus sistemas de inteligência artificial para fins militares.
Antes, constava explicitamente dos documentos da empresa a proibição da disponibilização da sua Inteligência Artificial para as indústrias militar, de guerra e nuclear".
Os modelos de IA da Google, chamados Llama, ficarão assim não apenas ao dispor das várias agências federais do país mas também de multinacionais do comércio de armas como a Lockheed Martin e de empresas especializadas em tecnologia militar como a Booz Allen, a Palantir e a Anduril.
Nick Clegg, presidente de assuntos internacionais e ex-vice-primeiro-ministro britânico e ex-líder do partido Liberal Democrata deste país, justificou numa publicação no seu blogue que na corrida global pela supremacia na IA, a Meta apoiava os EUA e os seus "valores democráticos", querendo "fazer a sua parte" no apoio à "segurança e prosperidade económica da América – e dos seus mais próximos aliados".
A última parte do comentário surge porque um porta-voz da Meta tinha antes dito que, para além das entidades estatais dos EUA, a partilha de tecnologia estende-se aos países membros da chamada Five Eyes Alliance que inclui o Canadá, o Reino Unido, a Austrália e a Nova Zelândia.