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MEO, NOS, NOWO e Vodafone acusadas de cartel em publicidade no Google

A Autoridade da Concorrência acusou hoje as quatro operadoras de telecomunicações de formarem cartel para limitar empresas concorrentes na publicidade da Google.
Para a AdC, esta concertação permitiu limitar a exposição dos utilizadores a anúncios de outras empresas concorrentes. Imagem, montagem esquerda.net.
Para a AdC, esta concertação permitiu limitar a exposição dos utilizadores a anúncios de outras empresas concorrentes. Imagem, montagem esquerda.net.

Em comunicado, a Autoridade da Concorrência (AdC) alega que “A AdC acusou os operadores de telecomunicações MEO - Serviços de Comunicações e Multimédia (MEO), NOS Comunicações, S.A., NOWO - Communications, S.A. (NOWO) e Vodafone Portugal - Comunicações Pessoais, S.A. (Vodafone) de terem celebrado um cartel para limitar a concorrência em publicidade no motor de busca Google, em prejuízo dos consumidores”, noticia a Agência Lusa.  

Aberto em janeiro de 2019, o processo da AdC teve origem numa denúncia efetuada no âmbito do Programa de Clemência.  

Para a AdC, esta concertação permitiu limitar a exposição dos utilizadores a anúncios de outras empresas concorrentes quando estes realizavam buscas no motor de busca por serviços de telecomunicações. Como resultado, os consumidores tiveram maior dificuldade em encontrar propostas ou comparar ofertas de outras concorrentes.

“Na prática, o cartel processa-se pela abstenção de comunicação de três operadores concorrentes com os consumidores através dos resultados de maior visibilidade e destaque no Google, privando o consumidor do acesso fácil a propostas alternativas”, refere a Concorrência em comunicado.

“Num mercado onde essa comparação já é complexa para qualquer consumidor, dadas as especificidades envolvidas nos pacotes de telecomunicações (número de canais, tráfego de internet, telecomunicações fixas, entre outros), o cartel firmado entre os operadores MEO, NOS, NOWO e Vodafone torna ainda mais difícil a pesquisa e consequente mobilidade dos consumidores”, considera.

Em comunicado enviado à Lusa, a MEO afirma-se “convicta da sua inocência” e repudiou "veementemente a forma como estes processos vêm a público causando danos à imagem e bom nome das empresas. Neste caso concreto em menos de 12 horas após notificação, já a imprensa o noticia, estando em linha com a necessidade de mediatismo verificada ao longo desta semana por parte desta Autoridade".

A operadora de telecomunicações declarou ainda que irá acionar "todos os mecanismos de defesa" jurídica, e irá "até à última instância e últimas consequências no esclarecimento de toda a verdade".

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