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Macri, ex-presidente da Argentina investigado por espionagem interna

O Estado devia ser mínimo. Assim pregava e praticava o ex-presidente neoliberal da Argentina. Mas só na economia porque na vigilância dos seus adversários valeria utilizar meios públicos para espiar adversários políticos segundo a acusação da Procuradoria-Geral.
Macri com Bolsonaro em janeiro de 2019. Foto de Marcelo Camargo/Agência Brasil.
Macri com Bolsonaro em janeiro de 2019. Foto de Marcelo Camargo/Agência Brasil.

A lista é grande e heterogénea. São cerca de cem pessoas. Deputados, da oposição mas também apoiantes do governo, jornalistas, artistas, embaixadores, dirigentes sindicais, empresários e até a chefe do Gabinete Anticorrupção do próprio presidente, Laura Alonso. Em comum têm sido vigiados por Mauricio Macri enquanto este ocupava a presidência do país.

É esta a tese da Procuradoria-Geral do país que anunciou uma investigação por crime de espionagem. Jorge Di Lello, o procurador, acusa também o antigo responsável dos serviços secretos, Gustavo Arribas e vários agentes de participarem no esquema. Para além disto, está a ser investigada a existência de um fundo secreto de cerca de 1121 milhões de pesos argentinos.

O processo nasce de material informático que foi entregue pela própria “Agência Federal de Inteligência”. Cristina Caamaño, a sua nova dirigente, vai entretanto reestruturar o serviço de forma a delimitar claramente as suas competências e a impedir que continue a ser um braço informal do poder judicial, a acabar com os fundos secretos e a tornar público o seu orçamento.

Caamaño revela ainda que não houve “nenhuma ordem judicial” que permitisse vasculhar os e-mails “de quase cem pessoas”.

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