O ex-membro da organização Proletários Armados pelo Comunismo (PAC), preso há mais de 4 anos no Brasil em regime fechado, terá sido condenado em 1988 pela Justiça italiana à prisão perpétua, com um período de total privação de luz solar, pela execução de três assassinatos, e o planeamento de um quarto, ocorridos no final da década de 1970.
Battisti sempre reclamou a sua inocência e foram detectadas várias regularidades ao longo do processo. A acusação contra Battisti baseou-se, única e exclusivamente, nas declarações de alguns membros também pertencentes ao PAC, que além de terem caído várias vezes em contradição, beneficiaram de diminuição da sua pena em troca da colaboração com a justiça.
Foram várias as vozes que, ao longo dos anos, se opuseram à extradição de Cesare Battisti, alegando que este foi transformado num verdadeiro ‘bode expiatório’ de um processo político público que visa dar origem a um verdadeiro linchamento.
O primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, já veio expressar o "grande desgosto" pela decisão do STF e já informou que Roma pretende levar esta decisão à Corte Internacional de Justiça de Haia, na Holanda.