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Irão assume “erro imperdoável” que provocou 176 mortos a bordo de avião ucraniano

O presidente iraniano confirmou este sábado que foram mísseis disparados pelo exército que levaram à queda do avião pouco depois de levantar voo em Teerão.
Local onde foram encontrados os destroços do voo PS752, que partiu de Teerão com destino à Ucrânia. Foto publicada na conta do presidente do Irão no Twitter

“Uma investigação interna das Forças Armadas concluiu que infelizmente mísseis disparados devido a erro humano causaram o horrível despenhamento do avião ucraniano e a morte de 176 pessoas inocentes. As investigações prosseguem para identificar e levar à justiça esta enorme tragédia e erro imperdoável”, afirmou o presidente iraniano Hassan Rouhani na manhã de sábado.

“A República Islâmica do Irão lamenta profundamente este erro desastroso. Os meus pensamentos e orações vão para todas as famílias enlutadas. Envio-lhes as minhas mais sinceras condolências”, acrescentou Rouhani, pondo fim a vários dias de especulação sobre a origem da queda do voo PS752, que se despenhou minutos após a descolagem.

Também o ministro dos Negócios Estrangeiros se pronunciou sobre este apuramento de responsabilidades, considerando ser “um dia triste” em que “um erro humano numa altura de crise causada pelo aventureirismo dos EUA conduziu ao desastre”.

O presidente da Ucrânia reagiu em seguida para insistir do Irão “uma assunção completa da responsabilidade”. Volodymyr Zelenski espera agora que o Irão “leve os responsáveis à justiça, devolva os corpos, pague compensações e emita um pedido de desculpas oficial”.

O anúncio da responsabilidade dos militares iranianos na queda do avião contraria a versão que o responsável da agência de aviação iraniana tinha dado na sexta-feira, apontando para uma eventual falha técnica.

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