Na próxima segunda feira, 7 de Fevereiro de 2011, os trabalhadores do Metro de Lisboa estarão em greve entre as 6.30h e as 11.30h. A empresa Metropolitano de Lisboa já anunciou que, na segunda feira, o serviço normal só terá início às 12 horas.
Na terça feira, serão os trabalhadores da Transtejo, da Carris e dos STCP (Sociedade de Transportes Colectivos do Porto) a paralisar. Na Transtejo os trabalhadores vão parar três horas por turno. Na Carris a paralisação será entre as 10h e as 14h e nos STCP entre as 9.30h e as 14h, em ambas as empresas os trabalhadores realizarão plenários de empresa.
Na quinta feira, 10 de Fevereiro, paralisarão as empresas do sector ferroviário CP, CP Carga, Refer e EMEF. Segundo a Federação dos Sindicatos dos Trabalhadores dos Transportes (Fectrans), a greve inclui todo o período de trabalho, à excepção dos “trabalhadores de tracção” (onde se incluem os maquinistas), que param entre as 5h e as 9h.
Também na quinta feira, os trabalhadores dos CTT realizarão uma paralisação de três horas em cada turno.
Na sexta feira, os trabalhadores da Soflusa farão greve de duas horas em cada turno. Também nesse dia existirão paralisações em empresas privadas de transportes. Os trabalhadores da Rodoviária de Entre Douro e Minho e da Rodoviária da Beira Interior param entre as 3h e as 14h.
As paralisações têm como objectivo protestar contra o corte de remunerações nas empresas públicas de transportes e nos CTT e reivindicar aumentos de salários no sector privado.
O coordenador da Fectrans, Amável Alves, declarou à Lusa que a paralisação nas empresas privadas de transportes públicos rodoviários visa permitir a realização de plenários de trabalhadores e salientou: “No ano passado não houve aumentos salariais e este ano vai no mesmo caminho. É uma forma de pressionar as entidades patronais para que haja aumentos salariais, tendo em conta que há um bloqueio generalizado da contratação colectiva”.