Greve de trabalhadores da ESABE, que fazem a limpeza dos comboios CP

01 de julho 2012 - 18:15

Trabalhadores e trabalhadoras da empresa ESABE, que fazem a limpeza dos comboios e das bilheteiras da CP, fazem greve de 24 horas, nesta segunda feira 2 de julho, pelo pagamento dos salários como está na lei, no último dia do mês, e pelo pagamento dos salários em atraso.

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Protesto na ESABE
Os trabalhadores e trabalhadoras da Esabe fazem greve de 24 horas nesta segunda feira e realizam uma concentração na sede da empresa. A Esabe é uma empresa espanhola, que também tem salários em atraso em Espanha - Foto de luta dos trabalhadores da ESABE em Espanha

Os trabalhadores e trabalhadoras da Esabe fazem greve de 24 horas nesta segunda feira e realizam uma concentração na sede da empresa. A Esabe é uma empresa espanhola, que também tem salários em atraso em Espanha.

Segundo o comunicado do Sindicato dos trabalhadores de serviços de portaria, vigilância, limpeza, domésticas, e atividades diversas (STAD) os trabalhadores lutam pelo pagamento dos salários como está na lei e no CCT (ou seja, no último dia útil de cada mês); pelo pagamento de todos os salários que estão em atraso (subsídio de alimentação, trabalho em domingos, etc); contra a alteração unilateral do plano de férias que já estava afixado nos locais de trabalho (e que a empresa alterou sem o consentimento dos trabalhadores).

De acordo com o STAD, a empresa nunca cumpriu o compromisso assumido com o sindicato de os trabalhadores receberem sempre no último dia útil de cada mês, como é de lei.

O sindicato aponta também que, “todos os meses, continua a cometer falhas no pagamento dos salários”. No final do mês de maio de 2012, os trabalhadores não receberam “subsídios de alimentação e de transportes e outras remunerações”.

Em junho de 2012, a empresa “proibiu os trabalhadores que tinham as suas férias marcadas e a sua vida organizada com a família, de irem de férias nos meses de junho, julho, agosto e setembro e informou os trabalhadores desta decisão num simples comunicado afixado nos locais de trabalho”. O sindicato sublinha que “esta atuação da empresa é totalmente ilegal porque os trabalhadores não deram o seu acordo a esta alteração e a empresa não apresentou uma razão que fosse justificável par fazer esta alteração unilateral dos mapas de férias afixados”.