Os ministros gregos do Desenvolvimento Rural e Alimentação, e da Crise Climática e Proteção Civil, bem como o vice-ministro da Saúde, foram substituídos na remodelação governamental anunciada esta sexta-feira. Esta é a mais recente consequência política do escândalo de fraude com fundos europeus que está a abalar o partido da Nova Democracia, no Governo desde 2019. Na pasta responsável pelas questões agrícolas, Konstantinos Tsiaras é substituído pelo ex-comissário europeu Margaritis Schinas.
A Procuradoria Europeia investiga um esquema de desvio de dezenas de milhões de euros em fundos europeus destinados aos produtores da agricultura e pecuária. Os beneficiários destes subsídios teriam apresentado candidaturas com base em terrenos que não possuíam e cabeças de gado que não tinham. Alguns deles não tinham qualquer ligação à agricultura.
Migrações
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Esta semana a Procuradoria Europeia pediu o levantamento da imunidade a onze deputados gregos e estendeu as suspeita a mais sete políticos, incluindo Panagiotis Livanos, antigo ministro da Alimentação e Desenvolvimento Rural e a sua vice-ministra Fotini Arabatzi, no cargo em 2021. Segundo a Euronews, a maioria das fraudes nos subsídios foi detetada na ilha de Creta, dominada politicamente pela dinastia Mitsotakis, a família do atual primeiro-ministro. Este tem dito em sua defesa que as fraudes tiveram início antes de ter chegado ao cargo em 2019.
A Grécia tem eleições previstas para o próximo ano, mas a oposição já começa a pedir eleições antecipadas. “Nenhuma remodelação governamental pode salvar um governo que depende de uma maioria sob investigação d justiça”, afirmou o porta-voz do PASOK Kostas Tsoukalas. Também o líder do Syriza Sokratis Famellos apelou na quinta-feira aos partidos progressistas para a apresentação conjunta de uma moção de censura, alegando que a sociedade grega já não confia no atual governo após sucessivos escândalos de corrupção.