Nesta quinta feira, o jornal francês “Le Parisien” divulgou a notícia de que o navio “Dignité Al-Karama” da segunda Flotilha da Liberdade se encontra bloqueado na ilha grega de Creta. “O barco foi escoltado para o porto de Sitia, em Creta, pela guarda costeira grega depois de ter sido interceptado no cais de um porto próximo no momento em que reabastecia”, declarou à AFP a porta-voz dos organizadores da frota, Claude Léostic. A porta-voz esclareceu ainda que “as autoridades proíbem o navio de zarpar sob diversos pretextos administrativos”. O barco transportava 12 pessoas a bordo, entre as quais Olivier Besancenot, do partido NPA (Nouveau parti anticapitaliste) e Nicole Kiil-Nielsen, eurodeputada do partido francês Europe-Ecologie.
Os outros barcos da Flotilha da Liberdade continuam bloqueados na Grécia, cujas autoridades os impedem de partir para Gaza. A segunda Flotilha foi cercada e bloqueada por uma aliança de Estados europeus que tentam impedir a realização da iniciativa, sob pressão e em colaboração com as autoridades israelitas.
Os quatro activistas espanhóis, que entraram na embaixada espanhola em Atenas para reivindicar intervenção das autoridades espanholas contra o bloqueio grego (veja o vídeo), continuam a sua ocupação simbólica.
Segundo Vanguélis Pissias da organização grega da iniciativa: “Sete ou oito barcos da flotilha continuam ancorados nos portos gregos, mas metade dos activistas, que no início eram mais de 300, deixaram já a Grécia.