Eurogrupo confrontado com contágio da crise na zona Euro

12 de julho 2011 - 10:27

Ministros das finanças da zona Euro anunciam que irão avançar com segundo plano de ajuda à Grécia mas não avançam quaisquer pormenores sobre sua concretização. Forma de contribuição da banca também ficou por esclarecer. Entretanto, esta terça-feira, pressão sobre a dívida espanhola e italiana volta a agravar-se.

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Perante risco de contágio da crise grega, "os ministros reiteraram sua vontade absoluta de preservar a estabilidade financeira na Zona Euro".

"Ministros estão prontos a adoptar mais medidas para melhorar a capacidade sistémica da Zona Euro para reagir a contágios, o que inclui aumentar a flexibilidade e a capacidade do fundo europeu de estabilização financeira (FEEF), o prolongamento de maturidades dos empréstimos e a redução das taxas de juro, incluindo através de um esquema de colaterais quando apropriado”, refere o comunicado do Eurogrupo.

Os ministros das finanças da zona Euro reunidos esta segunda-feira discutiram ainda os parâmetros de um novo programa de ajustamento plurianual à Grécia, que será aprofundado por um grupo de trabalho especificamente criado para propor medidas destinadas a melhorar a resposta política à crise grega. 

Segundo Jean-Claude Juncker, o sector privado irá  ser envolvido no segundo resgate a este país, contudo, a sua forma de contribuição ficou por esclarecer, sendo que as conversas com os credores privados vão continuar nos próximos dias.

Entretanto, o ministro das Finanças da Holanda, Jan Kees  de Jager, já veio anunciar que a possibilidade de um incumprimento selectivo da Grécia no quadro de um segundo plano financeiro de ajuda ao país é uma opção que “não está excluída”.

A incerteza e indefinição face a como se levará a cabo o segundo plano de ajuda à Grécia e a forma de envolvimento do sector privado, contribuiu esta terça-feira para o aumento da pressão sobre a dívida espanhola e italiana, acompanhado da quebra das bolsas nestes países.

Receios de contágio da crise grega

Perante a pressão dos mercados sobre as obrigações do Tesouro italianas, com um aumento das taxas de juro, e o risco de contágio da crise grega, "os ministros reiteraram sua vontade absoluta de preservar a estabilidade financeira na Zona Euro".

Durante a reunião do Eurogrupo, foi ponderada a possibilidade de avançar com uma descida das taxas de juros dos planos de ajuda, o prolongamento das maturidades dos empréstimos e um sistema de recompra de dívida no mercado secundário, o que poderá configurar uma reestruturação da dívida, e a sua efectiva redução, no entanto, mais uma vez, o Eurogrupo não foi capaz de oferecer uma resposta de imediata aplicação, o que tem vindo a contribuir para a instabilidade da zona Euro.

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