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EDP: trabalhadores em greve por aumentos salariais e progressão na carreira

Apesar da distribuição histórica de dividendos, a administração propôs em fevereiro o congelamento de salários. Os trabalhadores fazem greve de 24 horas esta terça-feira.
"Dissemos inclusive à empresa que não aceitávamos começar a negociar enquanto a empresa não pusesse na mesa pelo menos o equivalente àquilo que subiu o salário mínimo nacional", afirma a federação sindical.
"Dissemos inclusive à empresa que não aceitávamos começar a negociar enquanto a empresa não pusesse na mesa pelo menos o equivalente àquilo que subiu o salário mínimo nacional", afirma a federação sindical. Foto de António Cotrim/Lusa (arquivo).

A Federação Intersindical das Indústrias Metalúrgicas, Químicas, Elétricas, Farmacêutica, Celulose, Papel, Gráfica, Imprensa, Energia e Minas (Fiequimetal - CGTP-IN) diz recusar "que gozem com quem trabalha" e exorta os trabalhadores a mostrarem "o seu descontentamento, aderindo à greve de 24 horas e participando na concentração" marcada para a Avenida 24 de Julho, em Lisboa.

"Dissemos inclusive à empresa que não aceitávamos começar a negociar enquanto a empresa não pusesse na mesa pelo menos o equivalente àquilo que subiu o salário mínimo nacional, porque isto é uma empresa que tem trabalhadores muito especializados, são trabalhadores altamente especializados, necessitam de ser valorizados", afirmou o dirigente sindical, citado pela Agência Lusa.

Miguel Stilwell, que sucedeu a António Mexia como CEO da elétrica, abriu as negociações em fevereiro deste ano com uma proposta de "atualização salarial nula", apesar de a crise não ter tido impacto significativo nos lucros da empresa que foram, aliás, revistos em alta. 

Na última ronda de negociações, do passado dia 14 de abril, a Fiequimetal obteve um de compromisso de aumento de pelo menos 0,5%, valor que não cumpre os mínimos exigidos pelos trabalhadores, que avançaram com a greve anunciada a 9 de abril para esta terça-feira

Os trabalhadores "que geram a riqueza", sentem-se menos valorizados do que os acionistas, que "só compram ações uma vez" e recebem os dividendos todos os anos, acusa ainda.

"Além dos mais de 800 milhões, relativos a 2020, que passaram para o lado dos lucros (dos quais mais de 753 milhões vão para dividendos), a administração vai pagar 2,4 milhões de euros nos próximos três anos ao antigo presidente (António Mexia) só para ele ficar sentado e ao atual CEO, Miguel Stilwell de Andrade, a administração propôs e os acionistas aprovaram pagar 1,4 milhões de euros por ano", relembra a federação sindical.

"Dissemos inclusive à empresa que não aceitávamos começar a negociar enquanto a empresa não pusesse na mesa pelo menos o equivalente àquilo que subiu o salário mínimo nacional, porque isto é uma empresa que tem trabalhadores muito especializados, são trabalhadores altamente especializados, necessitam de ser valorizados", afirmou.

Para esta estrutura, são os trabalhadores que "dão tudo para manter a EDP líder em inovação, defendendo uma empresa que tem de voltar a ser fundamental para o desenvolvimento do país e da economia".

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