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“É preciso que o país reconheça as escolas como um serviço essencial de primeira linha”

Catarina Martins acusou o Governo de abandonar os profissionais das escolas. A coordenadora do Bloco defende que é necessário contratar pessoal docente e não docente, dotar os estabelecimentos de ensino de meios e implementar os rastreios aprovados no Parlamento por proposta do Bloco.
Foto Esquerda.net.

Catarina Martins e Joana Mortágua reuniram esta quarta-feira com a direção da Escola EB Carlos Gargaté, na Charneca de Caparica, Almada. A coordenadora do Bloco lembrou que aquilo que os técnicos nos dizem é que até aos 12 anos as escolas se devem manter abertas, e lembrou o “impacto complicado” que o fecho das escolas teve no início da pandemia, “nomeadamente, no desenvolvimento das crianças e na organização da vida comunitária”.

Defendendo que devemos manter as escolas abertas, pelo menos nos ciclos mais novos, Catarina Martins referiu, no entanto, que “não se podem manter escolas abertas sem condições e nem de qualquer forma”.

A dirigente bloquista assinalou que, na Escola EB Carlos Gargaté, que é uma escola modelo no que respeita a garantir a segurança sanitária em contexto pandémico, mais de 10% dos alunos estão em isolamento profilático. E existem funcionários a trabalhar 12h por dia pelo salário mínimo nacional. Acresce que os professores estão ao mesmo tempo a dar aulas presenciais e a acompanhar os alunos que ficam em isolamento. “É uma situação de uma carga de trabalho enorme”, apontou Catarina Martins. Também não foram implementados os testes rápidos para rastreios que foram aprovados no Parlamento.

“É preciso garantir o tratamento de que as escolas merecem enquanto serviço essencial de primeira linha”, frisou a coordenadora do Bloco, que acusou o Governo de ter abandonado os profissionais.

De acordo com Catarina Martins, é preciso assegurar a contratação de pessoal docente e não docente, com as devidas condições de trabalho, mais meios e a realização de rastreios.

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