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Congresso Democrático das Alternativas: novas medidas de austeridade são "golpe contra o Estado Social"

Representantes do Congresso Democrático das Alternativas (CDA) criticaram hoje a "espiral de harmonização do retrocesso civilizacional" em que consistem, na sua opinião, as "medidas de poupança no Estado Social" preconizadas pelo Governo da maioria PSD/CDS-PP.
Para o CDA, "o Estado social não é gordura, é o músculo necessário para vencer a crise"

"As medidas apresentadas, de poupança, não significam efetiva poupança, mas sim um golpe profundo no Estado social, em termos quantitativos e de qualidade. São cortes na saúde, no ensino, na segurança social", afiançou o antigo dirigente da CGTP, Carvalho da Silva, em conferência de imprensa, num hotel lisboeta, definindo essa "destruição" como uma "espiral de harmonização do retrocesso civilizacional", ao serviço dos "interesses financeiros" internos e europeus.

Para o CDA, "o Estado social não é gordura, é o músculo necessário para vencer a crise" e é necessária uma "governação que saiba defender com firmeza os interesses e os recursos nacionais perante os credores e a União Europeia".

"Queremos dizer com toda a clareza que o regresso aos mercados não é alternativa a um segundo resgate. É uma perigosa alternativa porque tal como está a ser desenhado, com as imposições do fundamentalismo financeiro, não diminui a austeridade nem liberta Portugal", disse o sociólogo.

Reiterando a intenção de denunciar o memorando troika e renegociar a dívida, os membros do CDA afirmaram estar associados ao "movimento popular que exige a demissão do Governo e a consulta aos portugueses em eleições antecipadas" com vista a uma "efetiva alternativa política confiável".

"Passos Coelho disse que é preciso paciência para não sucumbir às falsas promessas. Nós dizemos é que os portugueses não se submetam a estas políticas de desastre e de depauperação das suas condições de vida", continuou Carvalho da Silva.

O filósofo André Barata defendeu um "Estado Social universal e solidário" para "o pobre, o rico e o remediado" e "que crie comunidade".

"A austeridade e estas políticas estão a tornar a escola, os hospitais e a segurança social meras mercadorias", condenou o professor universitário.

A médica Isabel do Carmo destacou a "unidade e pluralidade inerentes" ao Congresso Democrático das Alternativas.

"Estamos a construir alternativas à situação atual de austeridade e sofrimento do povo português", vincou.

O Congresso Democrático das Alternativas organiza no próximo dia 11 de Maio, sábado, a conferência “Vencer a crise com o Estado Social e com a Democracia” no Fórum Lisboa.

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