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Coletes amarelos mantêm mobilização em França

Pela 15ª semana consecutiva, milhares de pessoas manifestaram-se em várias cidades francesas. Em Toulouse, os manifestantes bloquearam as saídas de encomendas da Amazon em protesto contra os despedimentos e a fraude fiscal.
Foto de Gilles Klein/Twitter

Segundo dados do governo francês, cerca de 47 mil pessoas saíram às ruas de dezenas de cidades francesas, uma mobilização acima da verificada no passado sábado, de acordo com a mesma fonte. Ainda segundo o Ministério do Interior francês, as três concentrações e dois desfiles que tiveram lugar em Paris juntaram cerca de 5.800 pessoas.

Na cidade de Toulouse, o protesto organizado por “coletes amarelos” e ativistas da Attac bloqueou ao início da manhã  os acessos às instalações da Amazon, impedindo a saída de encomendas. Na semana passada, a multinacional despediu alguns trabalhadores que se tinham solidarizado com os coletes amarelos. Mas a Amazon tem sido o alvo do movimento desde o início, pela sua ação poluente à escala global e pela prática de esquemas que lhe permite escapar ao pagamento de impostos.

Em várias manifestações, como as de Clermont Ferrand ou Montpellier, a polícia voltou a reprimir com brutalidade os manifestantes. Cenas de violência que se repetiram noutras cidades, com dezenas de feridos. Apesar da indignação das últimas semanas com o número de pessoas que perderam a visão por causa dos disparos de balas de borracha, a polícia continua a fazer pontaria às caras dos manifestantes, como mostra este vídeo:

Às reivindicações pelo aumento de salários e pensões, o regresso do Imposto sobre as Fortunas ou a criação do Referendo de Iniciativa Cidadã, esta semana houve outro tema presente em muitos dos protestos: o combate ao antissemitismo. O assunto ganhou relevo depois da projeção de um vídeo gravado na semana passada com um grupo de manifestantes que lançaram insultos antissemitas contra o escritor e filósofo Alain Finkielkrau. Nas últimas semanas têm aumentado os ataques antissemitas em França, como o que levou à profanação de cerca de 80 campas com a inscrição de cruzes suásticas no cemitério de Quatzenheim, na Alsácia. Nas manifestações de hoje, ouviram-se apelos à luta contra o antissemitismo e a todas as formas de discriminação.

 

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