De acordo com a agência Associated Press, Daniel Prude morava em Chicago e tinha acabado de chegar a Rochester para visitar a família. Joe Prude contactou os serviços de emergência para pedir apoio, dando conta de que Daniel tinha saído nu de casa, e acrescentando que o irmão estava com problemas mentais.
As imagens divulgadas pela família do homem negro de 41 anos mostram Daniel Prude nu, a seguir as instruções dos polícias, mantendo-se no chão, com as mãos algemadas atrás das costas, enquanto caíam flocos de neve. Entretanto, Prude começou a contorcer-se e a gritar para que os polícias o libertassem, afirmando estar a “morrer enregelado”. Os agentes colocaram um capuz na sua cabeça, alegadamente para cumprirem as regras de segurança no que respeita ao combate à covid-19. Prude implorou pela sua libertação, mas um dos polícias segurou a sua cabeça contra o asfalto, apertando o capuz, enquanto outro se ajoelhou nas costas da vítima. Dois minutos depois, Prude já não reagia.
O afro-americano morreu a 30 de março, após ter sido desligado o suporte de vida, tendo a autópsia concluído que a morte de Prude foi um homicídio causado por “complicações de asfixia em contexto de constrangimento físico”.
Esta quarta-feira, a família de Prude divulgou os vídeos das câmaras dos uniformes dos agentes e os relatórios escritos, obtidos mediante um requerimento de acesso a registos públicos.
"Eu telefonei para pedir ajuda para o meu irmão. Não para ele ser linchado", afirmou Joe Prude em entrevista. "Quantos mais irmãos vão morrer até a sociedade entender que isso precisa parar?", continuou.
A investigação está a cargo da procuradora-geral de Nova Iorque, Letitia James.