CGTP manifestação contra OE 2014 para 26 de novembro

01 de novembro 2013 - 19:08

Na concentração desta sexta-feira junto à AR, a CGTP anunciou a convocação de uma manifestação junto à AR para 26 de novembro, dia da votação final do Orçamento do Estado para 2014 (OE para 2014). Nesse dia decorre o "dia nacional de indignação, protesto e luta", com greves, paralisações e concentrações em todo o país, convocado pela central sindical.

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Manifestação da CGTP contra o OE para 2014 – Foto de Mário Cruz/Lusa

Na manifestação que decorreu junto à AR na manhã desta sexta-feira, o secretário-geral da CGTP anunciou: “Porque nós somos homens e mulheres de palavra, a CGTP, nomeadamente, o seu conselho nacional reunido esta semana, decidiu propor a esta grande manifestação a realização de um dia nacional de indignação, protesto e luta para o dia 26 de novembro, com greves, paralisações e concentrações em todas as regiões”.

Segundo a Lusa, Arménio Carlos disse ainda que para o dia 26 de novembro a CGTP propõe igualmente “a realização de uma grande jornada de luta, que ainda vai ser maior do que esta aqui na Assembleia da República, para dizer nesse dia que enquanto os deputados da maioria estão a aprovar o Orçamento do Estado, nós estaremos aqui para o rejeitar, para exigir a demissão do Governo e reclamar a realização de eleições antecipadas”.

Arménio Carlos, durante a sua intervenção, acusou o Governo de ter “uma marca de classes”, numa altura em que existe em Portugal “uma sociedade de classes, na qual a esmagadora maioria continua a ser explorada”.

O secretário-geral da CGTP afirmou ainda: “Este Orçamento, eles [o Governo] até o podem aprovar na generalidade, mas creio que estaremos todos de acordo que aprovando eles este Orçamento do Estado hoje podemos assumir aqui um compromisso coletivo: mesmo com a aprovação na generalidade, vamos continuar a rejeitá-lo”.

Arménio Carlos apelou ao PR para que solicite a fiscalização preventiva do Orçamento junto do Tribunal Constitucional e garantiu: “Se o Presidente da República não solicitar a fiscalização preventiva, a CGTP vai solicitar aos partidos da oposição para que avancem com a fiscalização sucessiva”.