O Bloco de Esquerda realizou neste domingo uma sessão em Santo Tirso, em que intervieram Andreia de Sousa, João Teixeira Lopes e Francisco Louçã, que criticou a irresponsabilidade do Governo: “Um Governo que está disposto a cortar as pensões, reduzir salários numa situação difícil, mas que também está disposto a financiamentos, mordomias, a políticas de facilidade à banca é irresponsável em relação aos portugueses que trabalham”, disse.
No início da sessão, Andreia de Sousa deu “voz ao Bloco de Esquerda de Santo Tirso” e na sua intervenção afirmou que Santo Tirso “é dos concelhos mais precários do país”, onde o desemprego “ronda os 20%, ou seja, o dobro da média nacional”.
Andreia de Sousa denunciou também que o Governo e a Câmara ajudaram a criar em Santo Tirso o Contact Center da PT com 1200 postos de trabalho, mas em que as pessoas que lá trabalham “têm salários de 500 euros e empregos ultra-temporários…”
Segundo a agência Lusa, o coordenador da comissão política do Bloco acusou o Governo de estar a precipitar uma crise política e salientou: Nestas eleições “provocadas pelo primeiro-ministro”, o país terá que escolher entre a “política de ataque ao Serviço Nacional de Saúde ou a política de defesa da saúde para todos e que a esquerda tem que assegurar”.
Louçã acentuou ainda que o país terá que escolher entre “se se continua o ataque à escola pública, por José Sócrates” ou então “o cheque ensino de Pedro Passos Coelho” ou, em alternativa, “pela força da esquerda” se se defenderá “um ensino de qualidade para todos, para que se possa promover o país”.
Francisco Louçã acusou também o Governo de estar a aplicar as políticas do FMI: “Quem é o ministro das Finanças se não o FMI quando corta as pensões? Que Governo é este, se não o FMI, quando entende facilitar os despedimentos?”
O dirigente do Bloco denunciou ainda as Parcerias Público-Privadas (PPP) e acusou Sócrates de “ter dois pesos e duas medidas”: “O Governo está disposto a cortar nas pensões”, por outro lado “está disponível para dar esmolas generosas aos concessionários das PPP”. “A Mota-Engil pediu um suplemento de 151 milhões de euros. José Sócrates acedeu. Isto é um assalto à economia do país”, sublinhou ainda.