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Bloco propõe prorrogação dos prazos de contratos no Ensino Superior e Ciência

O deputado Luís Monteiro explica que só assim será possível “manter a qualidade pedagógica e científica num período que nos exige um reforço do sentido de comunidade académica enquanto espaço horizontal, solidário e crítico”.
Foto creative commons.

Em declarações ao Esquerda.net, o deputado bloquista lembrou que a comunidade académica, nomeadamente docentes e investigadores, tem sido vítima do aumento gritante da precariedade laboral.

De acordo com Luís Monteiro, a crise pandémica “provou duas coisas: a importância da investigação e dos investigadores no combate ao vírus e a brutal precariedade a que esta classe profissional está sujeita”.

O deputado recordou que mais de dois terços da investigação é assegurada por precários, nomeadamente bolseiros e contratados precários e que, na área da docência, o número de "docentes convidados" disparou, “transformando uma realidade de estabilidade laboral num verdadeiro carrossel semestral de salários mal pagos”.

 

Luís Monteiro defende que “a crise social e económica que vivemos só será ultrapassada com mais direitos sociais e laborais, protegendo o emprego e combatendo a emigração forçada e a precariedade”.

Conforme explicou o deputado, só mediante a aprovação da proposta do Bloco, que prorroga os prazos de todos os contratos a prazo no Ensino Superior, "vamos conseguir manter a qualidade pedagógica e científica num período que nos exige um reforço do sentido de comunidade académica enquanto espaço horizontal, solidário e crítico”.

Vidas precárias, desalento e emigração forçada

Esta terça-feira a Comissão Parlamentar de Educação, Ciência, Juventude e Desporto ouve, a partir das 15h, o SNESup e o Movimento 8% (Precários da Ciência). No final de maio, os deputados Luís Monteiro, Joana Mortágua e Alexandra Vieira requereram a audição dos signatários do manifesto “Pela integração na carreira de investigação científica, já!”.

No documento sobre a precariedade no sistema científico e tecnológico nacional, os investigadores afirmam que “ao contrário de outras áreas da administração pública, na ciência muitos dos diretamente envolvidos na resposta à covid-19, da qual todos dependemos, são trabalhadores precários”. O documento denuncia as vidas precárias, o desalento, a emigração forçada, o abandono da profissão que tem afetado o setor nas últimas décadas.

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