Bloco pede explicações sobre situação na RTP

18 de março 2014 - 1:41

O Bloco quer ver Alberto da Ponte a explicar aos deputados o corte na transmissão da RTP Internacional para os EUA na semana passada e a ameaça de despedimento coletivo que paira sobre os trabalhadores da empresa.

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Foto Paulete Matos.

O requerimento foi entregue por Cecília Honório ao presidente da Comissão Parlamentar de Ética, Cidadania e Comunicação Social e pretende ver esclarecidas pelo presidente do Conselho de Administração da RTP duas questões levantadas nos últimos dias: a interrupção da emissão da RTP Internacional no passado dia 10 de março para algumas regiões dos Estados Unidos - que motivou milhares de queixas de telespetadores, denunciou a CT - , bem como os receios de responsáveis pela informação de um despedimento coletivo na RTP muito em breve.

Segundo o Diário Económico, o diretor de informação da rádio pública afirmou numa reunião com o Conselho de Redação da empresa que a falta de adesão ao processo de rescisões voluntárias deverá levar a administração liderada por Alberto da Ponte a avançar para um despedimento coletivo. Fausto Coutinho também adiantou que no serviço público de rádio "não há margem para deixar sair mais trabalhadores”, após a partida de mais de duas dezenas nos últimos anos.

"O Bloco de Esquerda tomou conhecimento de dois aspetos relativos à gestão da RTP que merecem esclarecimentos: a confirmada interrupção da emissão da RTP Internacional no dia 10 de março, sem que sejam ainda conhecidas as razões; o “inevitável” despedimento coletivo, assim avaliado pelo diretor de informação da RDP face às questões levantadas pelo Conselho de Redação da rádio", diz o documento assinado pela deputada Cecília Honório, lembrando a este propósito que “o próprio Presidente do Conselho de Administração da RTP deu recentemente garantias de não haver quaisquer riscos quanto aos salários do corrente ano”.

O Bloco questionou também o Governo sobre se confirma "o despedimento coletivo iminente" e quais "os setores a atingir e o número de profissionais em risco".