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Bloco defende voto aos 16 anos

Catarina Martins ouviu os jovens da Escola Profissional de Hotelaria em Fátima numa sessão muito participada de perguntas e respostas. E concluiu que “quem tem hoje 16 anos está a olhar para o futuro e precisamos de os ouvir”.
Foto Paulete Matos.

Na agenda de campanha do Bloco, a manhã de segunda-feira trouxe uma visita à Escola Profissional de Hotelaria em Fátima, que terminou com uma sessão de perguntas e respostas com mais de cem alunos daquela escola.

“Nas campanhas eleitorais fala-se muito dos jovens e nós também temos falado. Também é bom ouvi-los e foi isso que fizemos aqui hoje e vemos como as perguntas que colocam são determinantes para o futuro, seja sobre o emprego e o salário, seja a preocupação que têm com a  pensão dos seus pais e dos seus avós, seja as questões ambientais. Ou seja, quem tem hoje 16 anos está a olhar para o futuro e precisamos de os ouvir”, afirmou Catarina Martins aos jornalistas no final do encontro.

“Aos 16 anos as pessoas podem trabalhar, podem pagar impostos, se cometerem um crime são presas, podem até ser mobilizadas para a tropa. Quem pode assumir tantas responsabilidades, tem de poder escolher e poder votar. É por isso que o Bloco de Esquerda tem defendido o voto aos 16 anos”, concluiu a porta-voz do Bloco, referindo-se a uma das bandeiras do partido desde a sua fundação.

A medida tem sido levantada pela bancada bloquista no Parlamento nos períodos de discussão das revisões constitucionais, uma vez que ela obriga a alterar a lei fundamental do país, sem que até agora tenha obtido o acordo dos restantes partidos. Em 2004, o Bloco propôs que o voto a partir dos 16 anos se tornasse facultativo, com o recenseamento eleitoral obrigatório a manter-se nos 18 anos.

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