Bloco defende gestão independente da RTP há dez anos, relembra Cecília Honório

09 de setembro 2013 - 13:45

O Bloco de Esquerda considerou esta segunda-feira “bem-vinda” a ideia defendida pelo ministro Poiares Maduro de entregar o controlo da RTP a uma entidade independente e lembrou que o partido defende o mesmo há dez anos.

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Para a deputada do Bloco, “o aspeto mais importante é perceber na prática que entidade independente vai ser esta” e “que garantias de independência serão apontadas pelo ministro”. Foto de Paulete Matos.

“Sublinhamos que há dez anos que o Bloco de Esquerda apresenta propostas no sentido de garantir que esta gestão seja feita segundo um modelo que garanta a independência. E, nesse sentido, se há agora esta predisposição de ter em conta propostas que têm para nós tantos anos, queremos sublinhar que elas são bem-vindas”, afirmou hoje a deputada Cecília Honório, em declarações à agência Lusa.

O ministro adjunto e do Desenvolvimento Regional, Miguel Poiares Maduro, defendeu no domingo que o controlo sobre a RTP deve ser entregue a uma entidade "genuinamente independente", afastando os riscos de governamentalização da empresa.

Questionado sobre o modelo que propõe para a televisão pública, disse apenas que "em breve" serão conhecidos os detalhes do que considerou como um "roteiro" para a RTP.

Para a deputada do Bloco, “o aspeto mais importante é perceber na prática que entidade independente vai ser esta” e “que garantias de independência serão apontadas pelo ministro”.

Apesar de se congratular com a ideia do ministro, o Bloco olha “com preocupação” para as declarações de Poiares Maduro, “porque têm um contexto político de relação com o atual conselho de administração, que carecem de algum tempo para serem melhor entendidas”.

“Uma das dúvidas que deixamos no ar é se porventura está a passar um cartão vermelho a Alberto da Ponte - presidente do conselho de administração da RTP -”, afirmou Cecília Honório.

A deputada sublinhou que o Bloco tem “toda a disponibilidade” para este debate, que irá retomar na Assembleia da República, “com toda a abertura, para que exista uma proposta que corresponda de facto às garantias de serviço público da rádio e televisão portuguesas”.