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Bloco critica “chantagem” do Governo e chama ministro da Educação ao parlamento

Tiago Brandão Rodrigues ameaça professores com “apagão geral” na contabilização do tempo de serviço congelado para efeitos de progressão na carreira. Joana Mortágua recorda que Orçamento do Estado obriga Governo a negociar “com os sindicatos o tempo e o modo da recuperação do tempo de serviço”. 
Fotografia de Paulete Matos.

O ministro da Educação defendeu esta segunda-feira o “apagão geral” de todo o tempo serviço congelado para efeitos de carreira docente.

Isto porque, no entendimento de Tiago Brandão Rodrigues, a ausência de acordo com as estruturas representativas dos professores “significa ficar tudo como estava”, no final de um dia de rondas negociais.

O responsável pela pasta da Educação do executivo liderado por António Costa, confirmou assim que os professores não vão ver contabilizados para efeitos de progressão na carreira os nove anos, quatro meses e dois dias que reclamam desde o início das negociações e que o Governo retira de cima da mesa a proposta para contabilizar os cerca de dois anos e nove meses.

Os principais sindicatos do setor, a Fenprof e a FNE, já anunciaram uma onda de greves para responder à prepotência do Governo minoritário do PS.

Esta terça-feira, em declarações à TSF, a deputada Joana Mortágua recordou que “há uma lei do Orçamento do Estado que diz que o Governo tem de negociar com os sindicatos o tempo e o modo da recuperação do tempo de serviço”.

Muito menos, na opinião da bloquista, pode “o Governo não pode fazer uma chantagem deste tipo”.

“Não estamos a falar de uma impossibilidade orçamental. É uma teimosia do Governo, que entrou numa negociação com uma proposta inaceitável, com base em chantagem e agora quer culpar e castigar todos os professores pelo facto de não querer negociar com o sindicato uma recuperação faseada mas integral do tempo de serviço dos professores”.

A deputada bloquista anunciou ainda que o Bloco de Esquerda vai chamar o ministro ao parlamento para dar explicações.

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