A Bélgica vai juntar-se aos países que já anunciaram a vontade de reconhecer o Estado da Palestina. Reino Unido, Canadá, Malta e Austrália anunciaram estar dispostos a fazer o mesmo, enquanto a Nova Zelândia e Portugal sinalizaram que seriam favoráveis ao reconhecimento. A concretizarem-se todas estas intenções, estes países passarão a integrar a maioria das nações do planeta (147 dos 193 Estados-membro da ONU) que já reconhecem a Palestina como Estado.
Gaza
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Na próxima reunião da Assembleia Geral da ONU, a ter lugar este mês, a França e a Arábia Saudita promovem uma reunião com esse fim. Os recentes anúncios, tal como o belga, colocam como condição para o reconhecimento a libertação de todos os reféns do Hamas e que este movimento “não tenha nenhum papel na gestão administrativa da Palestina”.
O ministro dos Negócios Estrangeiros belga Maxime Prevot, que acumula o cargo de vice-primeiro-ministro, juntou a este anúncio o da imposição de sanções contra Israel justificadas pela “tragédia humanitária que está em curso na Palestina, em especial em Gaza”.
Entre o pacote de uma dúzia de sanções aprovadas está a revisão da política de compras públicas a empresas israelitas ou a proibição de importar produtos oriundos dos colonatos israelitas ilegais na Cisjordânia ocupada. Possíveis ações judiciais, restrições à entrada e sobrevoo e entrada na lista de “persona non grata” dos ministros extremistas, colonos violentos e líderes do Hamas são outras sanções previstas.