A polícia utilizou balas de borracha, gás lacrimogéneo e muita violência contra os trabalhadores da indústria têxtil de Bangladeche. Em revindicação de melhores salários, os trabalhadores realizaram protestos que duram há mais de dois dias. A revolta surgiu quando o governo aprovou um salário mínimo de 3 mil taka, cerca de 33 euros, muito longe da proposta avançada pelos trabalhadores, que pediam um valor próximo dos 54 euros.
Ignorando o apelo dos trabalhadores a primeira-ministra, Sheikh Hasima, limitou-se a pedir calma aos manifestantes, afirmando que “os trabalhadores não deveriam se envolver em actividades que possam colocar em risco sua fonte de renda”, “quem irá beneficiar se a indústria têxtil for destruída?”, completou.
O sector têxtil é responsável por cerca 80 por cento do lucro anual do Bangladeche com exportações, cerca de 12 mil milhões de euros, e é a segunda maior geradora de empregos, só perdendo para a agricultura. Entre as marcas internacionais que produzem roupas no país estão Zara, Carrefour, Wal-Mart, JC Penney, entre outros.