O Banco de Espanha critica, no seu “Relatório Anual de 2010”, os aumentos salariais fixados durante os primeiros meses do ano e defende um maior corte na despesa pública mediante a aplicação de um novo pacote de austeridade.
A entidade bancária dirigida por Miguel Ángel Fernández Ordóñez propõe a adopção de reformas estruturais mais ambiciosas, que passam por, entre outros, impor às administrações territoriais um limite anual de despesa, prevendo sanções como “um mecanismo adicional de disciplina”, e o aumento dos impostos indirectos, como o IVA.
No que respeita ao mercado de trabalho, o Banco de Espanha defende o adiamento da idade da reforma para os 67 anos e advoga que os salários devem deixar de estar indexados à inflação, permitindo que os trabalhadores venham, desta forma, a sofrer uma perda de poder de compra.