Banco de Espanha quer mais austeridade

16 de junho 2011 - 13:02

O Banco de Espanha afirma que "o cumprimento estrito dos planos anunciados é inexcusável". Esta entidade defende ainda o agravamento das medidas de austeridade através do aumento dos impostos, do corte no subsídio de desemprego e de uma nova redução dos salários da função pública.

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Foto de Joffley, Flickr.

O Banco de Espanha critica, no seu “Relatório Anual de 2010”, os aumentos salariais fixados durante os primeiros meses do ano e defende um maior corte na despesa pública mediante a aplicação de um novo pacote de austeridade.

A entidade bancária dirigida por Miguel Ángel Fernández Ordóñez propõe a adopção de reformas estruturais mais ambiciosas, que passam por, entre outros, impor às administrações territoriais um limite anual de despesa, prevendo sanções como “um mecanismo adicional de disciplina”, e o aumento dos impostos indirectos, como o IVA.

No que respeita ao mercado de trabalho, o Banco de Espanha defende o adiamento da idade da reforma para os 67 anos e advoga que os salários devem deixar de estar indexados à inflação, permitindo que os trabalhadores venham, desta forma, a sofrer uma perda de poder de compra.