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África do Sul apela a que Israel seja declarado um “Estado de apartheid”

Para o governo sul-africano, “a narrativa palestiniana evoca experiências da história de segregação racial e de opressão da África do Sul” e por isso o país não pode ficar quieto “enquanto outra geração de palestinianos é abandonada”.

A ministra sul-africana das Relações Internacionais e Cooperação, Naledi Pandor, declarou no segundo encontro de Chefes de Missão Palestinianos em África, que aconteceu em Pretoria, que Israel deverá ser classificado como um “Estado de apartheid” e que a Assembleia Geral das Nações Unidas deveria implementar um comité para analisar se o país cumpre os requerimentos para tal.

Na mesma ocasião, o governo da África do Sul manifestou preocupações com a ocupação continuada de “porções significativas da Cisjordânia” e com os novos colonatos que são “exemplos flagrantes de violações da lei internacional”.

Para a governante, “a narrativa palestiniana evoca experiências da história de segregação racial e de opressão da África do Sul”. Assim, “como sul africanos oprimidos, experienciámos em primeira mão os efeitos da desigualdade racial, discriminação e negação e não podemos ficar quietos enquanto outra geração de palestinianos é abandonada”.

A ministra referiu ainda os relatórios que são “significativos para despertar consciência global sobre as condições a que os palestinianos estão sujeitos” e que providenciam uma “corpo esmagador de provas factuais, todas elas apontando para o facto do Estado de Israel estar a cometer crimes de apartheid e perseguição contra palestinianos”. Pandor estava a referir-se a relatórios como o do Centro para os Direitos Humanos Al-Mezan que mostra que, nos últimos quinze anos, cerca de 5.418 palestinianos foram mortos em operações militares israelitas na Faixa de Gaza, 1.246 dos quais crianças e 488 mulheres e a comissão de inquérito das Nações Unidas que determinou recentemente que Israel é responsável por graves violações dos direitos humanos contra os palestinianos.

Também presente na sessão, o ministro dos Negócios Estrangeiros palestiniano, Riad Malki, declarou à South African Broadcasting Corporation que “se há país ou países que podem compreender o sofrimento e luta pela liberdade e independência da Palestina é o continente africano e o povo de África”.

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