“Não precisamos de consensos sobre aquilo que destrói o país”

26 de setembro 2013 - 1:00

A coordenadora nacional do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, frisou esta quarta feira que domingo é o "momento de responder à chamada" e de derrotar “um Governo todo ele em decadência”. Só “o voto no Bloco de Esquerda é a resposta à crise, é a viragem à esquerda de que o país precisa”, adiantou a dirigente bloquista.

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Foto de Paulete Matos.

No próximo dia 29 de setembro é necessária a "voz de todos e todas, porque cada voto vale um voto", no "grande desafio" que é derrubar a política do Governo de maioria PSD e CDS-PP e a ‘troika', afirmou Catarina Martins durante um jantar comício que contou também com as intervenções da candidata à presidência da Câmara Municipal de Almada, Joana Mortágua, e da mandatária da candidatura, Luísa Costa Gomes.

"É um Governo todo ele em decadência. E temos um primeiro-ministro que gere trapalhadas de forma trapalhona", adiantou a coordenadora nacional do Bloco de Esquerda, fazendo referência às falsas declarações prestadas por Rui Machete e às sucessivas contradições de Maria Luís Albuquerque.

A dirigente bloquista mostrou ainda a sua surpresa pelo facto de PSD e CDS se congratularem perante os dados da execução orçamental, lembrando que “os nossos impostos estão todos a ser escoados para uma finança usurária que não está nunca satisfeita e que está a asfixiar a nossa economia”.

“A austeridade faz tanta falta como tempestade em ruas já inundadas"

“Hoje ouvimos o presidente da República juntar-se ao discurso do Governo e falar da necessidade de uma consolidação orçamental amiga do crescimento. Nós precisamos pouco de jogos de palavras. O que falamos é de austeridade, pura e simples. E a austeridade faz tanta falta como tempestade em ruas já inundadas", avançou a coordenadora nacional do Bloco de Esquerda.

“Não precisamos de consensos sobre aquilo que destrói o país”, afirmou a dirigente bloquista.

“Quando a direita é o desemprego e a pobreza, sabemos que temos de derrotar a direita. E quando o Partido Socialista reitera o compromisso com a troika e António José Seguro hesita e hesita mas escolhe sempre negociar com a direita, sabemos bem que só o voto no Bloco de Esquerda é a resposta à crise, é a viragem à esquerda de que o país precisa”, avançou Catarina Martins.

Durante a sua intervenção, a candidata bloquista à Câmara Municipal de Almada, Joana Mortágua, frisou que “não há pessoas invisíveis, o que há é governos, autarcas e políticas cegas” e que “uma das razões desta candidatura é combater a cegueira que condena as pessoas a serem transparentes aos direitos e à cidadania”.

Já a mandatária da candidatura, Luísa Costa Gomes, referiu que “é cada vez mais difícil os cidadãos fazerem-se ouvir nos centros de decisão”.

“Os centros de poder fazem os impossíveis para nos manter sem poder. É por isso que as eleições autárquicas são uma das poucas oportunidades para incentivar a participação das pessoas nas decisões que lhes dizem mais proximamente respeito”, avançou a escritora, salientando que, “nestas eleições, o Bloco é a voz que apela à participação popular e à solidariedade social”.