Irão

Família de Narges Mohammadi diz que a ativista precisa de cuidados médicos urgentes, mas as autoridades recusam-se a transferi-la para um hospital se não usar um véu.

Agência noticiosa oficial IRNA explicou que Armita Geravand “entrou em coma durante algum tempo, depois de ter sofrido danos cerebrais”, acabando por morrer este sábado. Organização Hengaw denuncia que jovem morreu na sequência de um "ataque da polícia da moralidade".

Pendem sobre as duas jornalistas os crimes de "colaboração com o governo hostil dos EUA, conluio contra a segurança nacional e propaganda contra o sistema". Acusações preveem pena de morte em caso de condenação.

Neste artigo, Yassamine Mather relata a tentativa do regime de recuperar a sua autoridade, a onda de envenenamentos nas escolas femininas e as divisões no campo monárquico iraniano.

O recurso do regime iraniano à pena de morte por enforcamento disparou no ano passado, com 582 execuções, o mais elevado desde 2015.