Frontex

Tem um verdadeiro exército e negoceia com as principais empresas de armas. Dissemina a ideia dos migrantes como ameaça e conduz uma política de guerra contra eles. É acusada de violações de direitos humanos e promove a externalização das fronteiras. Um retrato da agência mais poderosa da Europa Fortaleza.

Chantal Liégeois

Durante os sete anos do seu mandato à frente da agência de controlo de fronteiras, Fabrice Leggeri foi acusado pelas ONG de proteger a prática dos reenvios forçados de migrantes no Mediterrâneo. Agora está nas listas do partido de Marine Le Pen.

De acordo com um estudo de uma ONG espanhola, a Agência Europeia de Controlo de Fronteiras obteve mais de 2.000 milhões de euros em quatro anos. O Gabinete de Direitos Humanos criado na sequências das denúncias de abusos dos direitos humanos tinha apenas 0,31% do total das verbas em 2020.

Eurodeputada do Bloco exigiu a Hans Leijtens que a agência europeia da guarda costeira e fronteiras preste contas sobre a violação sistemática de direitos humanos e dos casos de corrupção nos países terceiros com que celebrou acordos.

O supervisor interno para os direitos humanos da agência europeia de fronteiras voltou a propor a medida após o naufrágio da embarcação com centenas de migrantes a bordo sob o olhar da Guarda Costeira grega.

Ao contrário do que aconteceu no ano passado, a maioria dos eurodeputados resolveu ignorar as conclusões do Gabinete Anti-Fraude sobre a prática de pushbacks ilegais, uso de violência e de violações ao direito a pedir asilo por parte dos guardas costeiros da UE.