Dossier 357: Qatar, o Mundial da vergonha

Os cerca de 300 mil cidadãos qataris estão entre os mais ricos do mundo enquanto mais de dois milhões de pessoas que lá vivem não têm direitos e são vítimas de abusos e discriminação. Relator da ONU denunciou sistema que enraíza castas consoante o país de origem.

 

Um dos maiores espetáculos desportivos do mundo terá lugar num país onde os direitos humanos mais básicos são negados à esmagadora maioria da população. O regime bilionário tenta lavar a sua imagem com o apoio da FIFA num evento marcado desde o início por suspeitas de corrupção. Dossier organizado por Luís Branco.

 

O Campeonato do Mundo de Futebol no Qatar promove-se como o primeiro de sempre a atingir a neutralidade carbónica. Mas um relatório do Carbon Market Watch conclui que isso se deve à contabilidade criativa dos organizadores.

Como todas as ditaduras, o Qatar de 2022, como a Argentina de 1978, não se podia importar menos com o boicote dos ecrãs. O que importa é que a competição se realize. Que as equipas estejam lá. O resto é irrelevante. Por Marc Perelman.

Porque é que, nos últimos anos, tantas economias avançadas do Ocidente decidiram não se candidatar a esses grandes eventos, ou até mesmo a retirarem as suas candidaturas? Por John Varano.

Ministro do Trabalho do Qatar diz que tem a porta aberta para receber pedidos de compensação de trabalhadores e acusa Amnistia Internacional de criar um "golpe publicitário" com a sua campanha por um fundo de compensação.

Nas condições definidas pelo comité organizador, as cadeias televisivas comprometem-se a não filmar propriedades residenciais, comerciais e zonas industriais, além de edifícios religiosos, governamentais, escolas ou hospitais.

As autoridades francesas abriram uma investigação ao papel desempenhado pelo presidente francês Nicolas Sarkozy, influenciando o então líder da UEFA a favor da candidatura do Qatar, em troca de investimentos em França.