Dossier 336: 100 anos de Paulo Freire - A pedagogia da libertação e da esperança

Refletimos neste artigo sobre as possibilidades e as limitações de uma investigação participativa, entendida como práxis, ação‑reflexão, na qual se procurou tecer caminhos para que outras formas de fazer ciência, mais comprometidas com a transformação do mundo, se tornem possíveis. Por Inês Barbosa e Fernando Ilídio Ferreira.

Paulo Freire inventou um Método, o seu, o nosso, o Método que ensina ao analfabeto que ele é perfeitamente alfabetizado nas linguagens da vida, do trabalho, do sofrimento, da luta, e só lhe falta aprender traduzir em traços, no papel, aquilo que já sabe, no seu quotidiano. Por Augusto Boal.

O Esquerda.net transcreve neste artigo a apresentação do livro Paulo Freire e Amílcar Cabral: A descolonização das mentes, de José Eustáquio Romão e Moacir Gadotti, escrita pelos autores. Disponibilizamos ainda o pdf desta obra.

Administrar a educação e gerir as escolas, tanto como ensinar, revelam-se tarefas político-pedagógicas, implicando portanto um trabalho educativo. E o trabalho educativo, tal como brilhantemente Paulo Freire defendeu, não pode existir sem opção política. Por Licínio C. Lima.

Em entrevista conduzida por Ruth Pavan, Licínio Lima, cofundador do Instituto Paulo Freire de Portugal, defende que Paulo Freire só sobreviverá “como grande autor se a partir de sua obra, do seu pensamento, das suas pistas, alargarmos o seu âmbito a novos problemas, a novas questões”.

Apesar de Paulo Freire ser considerado o patrono da educação brasileira, os opressores continuam a não perdoar-lhe o “atrevimento” de combater a dominação e de preconizar uma cultura anti hegemónica e emancipatória. Por Graça Marques Pinto.

Na visão freiriana, para que os oprimidos convertam as suas próprias atividades em força revolucionária, precisam de desenvolver uma consciência coletiva da sua própria condição ou formação como classe subalterna. Por Rosa Soares Nunes.

Como o pensamento do educador, que completou 100 anos, pode ajudar-nos a pensar os limites do Occupy e outros “movimento das praças” da década passada? Por Rodrigo Nunes.

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), ao nascer e desenvolver-se, nada mais fez do que confirmar pela prática o que Paulo Freire tinha descrito nas suas reflexões. Por Ademar Bogo.

Decorridos cem anos do seu nascimento, a pedagogia de Paulo Freire continua a ser inspiradora para quem acredita que a educação pode ser emancipatória e libertadora. Dossier organizado por Mariana Carneiro.

Mariana Carneiro

Por todo o mundo, multiplicam-se as iniciativas no âmbito do centenário de Paulo Freire. “Esperança, Ousadia, Indignação” é o tema da iniciativa que decorrerá a 8 de outubro, a partir das 10h30, na Faculdade de Letras da Universidade do Porto. A entrada é livre, mas com inscrição prévia.