Afirmar que África seria incompatível com a democracia equivale, nas entrelinhas, a negar aos africanos valores universais como a liberdade, a justiça ou mesmo a igualdade.
Trump gabou-se ter acabado com trinta anos de guerra. Mas o conflito continua, obrigando as populações civis, vítimas das atrocidades perpetradas por todos os lados, a tomar o caminho do exílio.
Enquanto os mercenários russos da Wagner são “substituídos” pelos do Africa Corps, a degradação da situação militar e da situação humanitária com o avanço jihadista e repressão da população são o quadro das juntas militares da Aliança dos Estados.
As leis anti-queer em África são muitas vezes enquadradas como defesa cultural. Mas as suas raízes estão nos legados coloniais, no nacionalismo religioso e nas alianças reacionárias globais.
Senegal e Costa do Marfim anunciaram o fim da presença militar francesa no país, juntando-se a vários outros países como o Níger, o Burkina Faso, o Mali, o Gabão e o Chade em que o mesmo tem vindo a suceder.
Quando tomaram o poder, as juntas no Mali, Burkina Faso e Níger, prometeram resolver rapidamente as questões de segurança. Mas estas estão a agravar-se e os novos dirigentes militares autoritários infligem graves atentados aos direitos humanos nestes países.
Quase todas as principais bacias hidrográficas de África se tornaram epicentros de conflitos nos últimos 20 anos e os rendimentos agrícolas no continente poderão cair até 50% num futuro próximo devido ao esgotamento das fontes de água “tradicionais”. Por Maina Waruru.