Política

Durante um debate público com os trabalhadores da Base das Lajes, que teve lugar na Praia da Vitória, a cabeça de lista do Bloco às eleições europeias, Marisa Matias, frisou a necessidade de assegurar a reconversão total desta base. “Não queremos uma base militar na nossa terra que serve para invadir outros povos”, frisou Lúcia Arruda, coordenadora do Bloco/Açores e candidata às eleições europeias.

Arménio Carlos anunciou no 1º de Maio uma semana de ações e greves pelo aumento do salário mínimo e duas grandes manifestações, no Porto a 14 de junho e em Lisboa a 21 de junho, para contestar as medidas do Governo e exigir eleições antecipadas.

João Semedo participou na manifestação do 1º de Maio da CGTP em Lisboa e voltou a apelar à insistência no protesto e na luta pelos direitos que o Governo tem vindo a retirar a quem trabalha ou trabalhou a vida inteira. No Porto, Catarina Martins acusou o Governo de "não ter limites para a mentira e a destruição do país", com o anúncio os novos cortes e aumento de impostos.

A Comissão Nacional de Eleições e a DGAI já publicaram informação sobre a possibilidade de voto antecipado, entre os dias 13 e 15 de maio, a quem esteja deslocado no estrangeiro.

Marisa Matias sublinhou que ao contrário das promessas de Passos Coelho e Paulo Portas, o Governo apresentou um novo imposto sobre os reformados, o aumento do IVA e um “aumento irrevogável” das contribuições dos trabalhadores para a Segurança Social.

Durante dois anos, a discussão para legalizar as “barrigas de aluguer” em casos clínicos, inicialmente proposta pelo Bloco de Esquerda, foi adiada por força da maioria parlamentar. Tudo indicava para que, esta sexta-feira, 2 de maio, o assunto ficasse encerrado em plenário da Assembleia da República, mas a votação final foi novamente adiada. 

Marisa Matias alertou também para o regresso do trabalho escravo à União Europeia, no encerramento da mesa redonda sobre emprego, em que participaram Catarina Martins, Mariana Aiveca e sindicalistas. Foi ainda divulgada uma lista de mais de cem apoiantes da área sindical e laboral à lista do Bloco de Esquerda para as europeias.

“A vergonhosa coligação governativa de Samaras-Venizelos será julgada pelos eleitores nas eleições ao Parlamento Europeu já em maio”, afirmou Alexis Tsipras, dirigindo-se aos seus apoiantes em Praga.

Imagine que um dia o Governo cria um grupo de trabalho para levar a gastronomia portuguesa além fronteiras. Imagine que do grupo de trabalho fazem parte Lobo Xavier e Alberto da Ponte. Agora pare de imaginar. É verdade. Só mesmo os pastéis de nata ou o arroz de cabidela para dar credibilidade ao país.

Os patrões defendem o corte no pagamento das horas extra por mais dois anos e o Governo promete a manutenção da medida e a caducidade dos contratos coletivos. As exigências impostas pela troika estão em marcha e o salário mínimo continua sem data marcada.

De acordo com um recente estudo conduzido por ativistas pela transparência, a indústria do setor financeiro gasta todos os anos mais de 120 milhões de euros e contrata mais de 1700 lobistas para influênciar as instituições Europeias.

Neste artigo, o Esquerda.net disponibiliza a agenda da campanha eleitoral do Bloco para as Eleições Europeias de 2014.

Entre os apoiantes da área sindical e laboral incluem-se membros de comissões de trabalhadores, dirigentes e delegados sindicais tanto do setor público como do setor privado. Nesta terça-feira, Marisa Matias estará com Catarina Martins e Mariana Aiveca numa mesa redonda com o título "Por um programa europeu de pleno emprego".

Marisa Matias respondeu esta segunda-feira a António José Seguro, defendendo que “o voto útil é um voto que de facto queira romper com este ciclo de políticas, e não um voto para a sua continuidade”. A cabeça de lista do Bloco às eleições europeias recordou ainda que “em matéria de política de austeridade o PS tem sempre tomado o lado da direita”.

Ao contrário da propaganda do Governo, em maio de 2014, com a conclusão formal do programa de assistência financeira, a troika não abandona definitivamente o país. Sem desobedecer, as regras das instituições europeias impõem que Portugal seja tutelado até 2037.