“Há uma redobrada razão para continuar a lutar, para insistir na luta e no protesto até demitir este Governo, porque essa é a única forma de acabar com a política de austeridade”, defendeu o coordenador bloquista após encontrar-se com o líder da CGTP na abertura da manifestação que ligou o Martim Moniz à Alameda.
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João Semedo, Arménio Carlos e Marisa Matias na manifestação do 1º de Maio em Lisboa[/caption]
“Ontem os portugueses ficaram a saber que ao contrário do que o Governo tinha prometido, os impostos não vão descer mas sim subir, e o rendimento de quem trabalha ou quem trabalhou não vai subir, mas vai descer”, recordou Semedo, concluindo que a austeridade agravou todos os problemas e não resolveu um único.
“A economia não está melhor, a situação das pessoas também não”, prosseguiu Semedo, antes de defender que o 1º de Maio “não é apenas uma celebração, é um dia de luta pelos direitos de quem trabalha e trabalhou toda a vida”.
Catarina Martins na manifestação do Porto: “Governo não tem limites para a mentira”
A coordenadora bloquista acompanhou a manifestação da CGTP no Porto e sublinhou que esse 1º de Maio trouxe mais mais razões para celebrar e protestar. “Celebrar, porque faz hoje 40 anos que Portugal pode festejar em liberdade o 1º de Maio” e em que começou a ser possível “erguer um Estado Social produzido pelo esforço de quem trabalha neste país”. “Mas é também um dia de protestar, porque conhecemos ontem o Documento de Estratégia Orçamental e sabemos que o Governo voltou a fazer tudo ao contrário do que prometeu”, acrescentou Catarina Martins.
Catarina Martins acusou o primeiro-ministro de dizer “coisas tão absurdas como que o aumento do IVA faz bem à economia”.
Em vez da prometida folga no ataque aos salários, “vamos ter aumento de impostos, o IVA aumenta, os trabalhadores vão ganhar menos com o aumento da TSU”, prosseguiu a coordenadora do Bloco, concluindo que “temos um Governo que não tem nem limites para a mentira nem limites para a destruição do país”.
Reagindo às justificações apresentadas por Passos Coelho na manhã do 1º de Maio, Catarina Martins acusou o primeiro-ministro de dizer “coisas tão absurdas como que o aumento do IVA faz bem à economia”. “Com um primeiro-ministro que diz coisas dessas, sabemos que aquilo que precisamos é da responsabilidade do protesto e da construção de alternativa e este mês de maio é o mês para construir essa oposição e essa alternativa”, defendeu a coordenadora do Bloco.