Coligação apoiada pelos EUA vence no Líbano

09 de junho 2009 - 19:10
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Saad HaririA Coligação do 14 de Março, apoiada pelos governos dos EUA e da França e liderada por Saad Hariri, filho do ex-primeiro-ministro assassinado, venceu surpreendentemente as eleições no Líbano, obtendo 71 deputados no Parlamento de 128, e derrotando a coligação dirigida pelo Hezbollah e apoiada pela Síria. O líder xiita Nabih Berri reconheceu a der

 

A coligação vitoriosa chegara ao poder em 2005, na sequência do assassinato de Hariri e da retirada do Exército sírio do país. A sua principal força é a Corrente do Futuro (muçulmana sunita), de Saad Hariri, e inclui o Partido Socialista Progressista (druso) de Walid Jumblatt e dois movimentos cristãos, as Forças Libanesas e o Partido da Falange.

A coligação derrotada, cuja principal força é o Hezbollah (muçulmano xiita), inclui também a milícia Amal (muçulmana xiita) de Nabih Berri, e a Corrente Patriótica Livre (cristã) do general Michel Aoun. Elegeu 57 deputados.

O maior derrotado foi justamente Aoun, que não conseguiu canalizar o voto cristão e perdeu muitos deputados para as Forças Libanesas e os falangistas.

De acordo com a complexa Constituição libanesa, as decisões mais importantes do governo têm de ter uma maioria de dois terços, e portanto abre-se de novo um período de negociações para a formação de um governo de união nacional, que deverá ser liderado por Hariri.

Mas a coligação do 14 de Março já anunciou que não pretende renovar a fórmula que garantiu a formação do anterior governo, que dava direito de veto ao Hezbollah, o que torna as negociações mais incertas.

Nabih Berri, ex-presidente do Parlamento, felicitou a coligação vencedora e declarou aceitar o veredicto das urnas: "O Líbano desfez todos os prognósticos de caos e desordem e confirmou mais uma vez a sua existência e a sua reputação como país democrático".