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Chefe da extrema-direita austríaca condenado por corrupção

Depois de ter sido filmado a oferecer contratos públicos em troca de apoio a uma suposta sobrinha de um milionário russo, as investigações descobriram que Strache também aceitou dinheiro de uma clínica para a integrar numa lista da Segurança Social.
Heinz-Christian Stache. Foto de Bwag/Wikimedia Commons.
Heinz-Christian Stache. Foto de Bwag/Wikimedia Commons.

Heinz-Christian Strache, ex-líder do FPÖ, o Partido da Liberdade austríaco, de extrema-direita, e ex-vice-chanceler em coligação com os conservadores do Novo Partido Popular, foi condenado esta semana a 15 meses de pena suspensa por corrupção.

No caso em que agora foi condenado ficou provado ter recebido, em 2016 e 2017, 12.000 euros de Walter Grubmüller, dono de uma clínica privada. Em troca pressionou para que fosse aprovada uma alteração legislativa que permitiria àquela clínica entrar na lista dos estabelecimentos que cobram diretamente à Segurança Social. Ao fazer com que os pacientes não paguem antecipadamente, a procura aumentaria.

Com uma carreira política fulgurante, o ex-técnico dentário chegou a partilhar o governo do seu país até que o escândalo chamado Ibizagate rebentou há dois anos. O líder do FPÖ surgiu num vídeo, gravado em Ibiza, a explicar a uma suposta sobrinha de um milionário russo como comprar um influente jornal, o tabloide líder de vendas Kronen Zeitung, transformando-o num título favorável ao partido e como ajudar de forma oculta o FPÖ em troca de acesso a contratos públicos em detrimento da empresa austríaca Strabag.

Foi na sequência deste caso que o telemóvel do político foi investigado e se descobriram mais mensagens incriminatórias que levaram, nomeadamente, à abertura deste caso. Para além disso, enfrenta ainda a acusação de ter desviado meio milhão de euros do partido.

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