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Chanceler austríaco investigado por corrupção

O conservador Sebastian Kurz é suspeito de ter prestado falsas declarações à comissão parlamentar que investigou as suspeitas sobre o antigo parceiro de coligação da extrema-direita, que levaram à queda do Governo em 2019.
Sebastian Kurz. Foto União Europeia.

Segundo a Associated Press, o líder do governo austríaco admitiu que é alvo de uma investigação das autoridades anti-corrupção por ter mentido aos deputados de uma comissão parlamentar de inquérito que visava o seu ex-vice-chanceler e parceiro de coligação, o líder da extrema-direita Heiz-Christian Strachte.

O escândalo que levou à queda do governo de coligação entre os conservadores do Partido Popular Austríaco (ÖVP) e o Partido da Liberdade (FPÖ) teve origem numa gravação de uma conversa entre Strache e uma suposta sobrinha de um oligarca russo em Ibiza pouco antes das eleições de 1917. O então futuro vice-chanceler e o seu líder parlamentar Johan Gudenus foram gravados a prometer favores no acesso a contratos públicos em troca de financiamento ao seu partido. E chegaram a propor a compra do maior tablóide austríaco por parte do que julgavam ser um milionário russo, de forma a tornar a sua linha editorial favorável ao FPÖ. As imagens da conversa acabaram publicadas na imprensa alemã, através do Der Spiegel e Süddeutsche Zeitung.

Na comissão de inquérito, Sebastian Kurz disse que estava a tentar responder com verdade às questões dos deputados, embora muitas delas se referissem a acontecimentos ocorridos há muito tempo. É esse depoimento que agora estará na mira das autoridades austríacas.

Após a queda do Governo, Kurz voltou a ganhar as eleições em 2019 e formou novo executivo, desta vez em parceria com os Verdes. Segundo o primeiro-ministro, o seu chefe de gabinete Bernhard Bonelli está também sob investigação neste caso.

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