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Bloco e PS preparam ataque às rendas da energia

Grupo de trabalho formado pelo Bloco e PS estuda formas de cortar as rendas pagas às energéticas. No caso da EDP Renováveis, a energia produzida em Portugal representa apenas 7% da da produção total, mas é responsável por 20% dos lucros da empresa.
Foto Francisco Schmidt/Flickr

A renegociação dos contratos de concessão de energia está na agenda do governo, com o objetivo de cortar nas rendas pagas às empresas energéticas e que tornam o preço da eletricidade em Portugal bastante superior ao dos restantes países.

O grupo de trabalho formado pelo PS e o Bloco de Esquerda para preparar propostas para estes cortes tem reunido e o deputado bloquista Jorge Costa afirmou ao Público que “o combate à pobreza energética e a redução geral dos custos energéticos das famílias implicam um ataque frontal às rendas excessivas que são pagas no sector eléctrico, em particular à EDP. Nessas gorduras, que o memorando identificava, a direita e a troika nunca se atreveram a tocar”.

O exemplo dos lucros da EDP Renováveis mostra como a fatia portuguesa do negócio da empresa é de longe a mais rentável. No último relatório e contas ficou demonstrado que tendo apenas 7% da produção de energia da empresa, o nosso país é responsável por 21% dos lucros antes de impostos. A margem de lucro que a EDP Renováveis tem nos Estados Unidos foi de 24 euros por megawatt, enquanto em Portugal foi de 74 euros por megawatt.

Por seu lado, o secretário de Estado da Energia recebeu esta semana um relatório da ERSE e da Direção Geral de Energia que inclui alguns cenários possíveis de cortes nos custos financeiros da dívida energética. Um estudo divulgado em maio sobre o preço pago pelos consumidores de energia em vários países, ajustado ao poder de compra, indica que Lisboa é a capital europeia com o preço de eletricidade mais caro. E mesmo em termos absolutos, só fica atrás de Copenhaga e Berlim.

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