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A revolta iraniana

O Irão vive o maior momento de agitação desde a revolução islâmica de 1979. Com milhões de pessoas nas ruas contestando o resultado das eleições presidenciais, supostamente ganhas pelo actual presidente Ahmadinejad, os protestos já dividiram o regime e os resultados são imprevisíveis. Neste dossier, coordenado  por Luis Leiria, o Esquerda.net procura analisar e contextualizar a revolta. Dossier em constante actualização. A abrir, Lee Sustar, do Socialist Worker, analisa a dinâmica dos protestos populares e da repressão no artigo O Irão em ebulição. O famoso jornalista Robert Fisk mostra que apesar da intimidação, a vontade de derrubar Ahmadinejad continua forte, seis dias depois: Choram-se os mortos do Irão - mas a luta continua. Um Quem é quem na política iraniana oferece um pequeno guia para compreender melhor os actuais acontecimentos. Trinta anos depois da Revolução islâmica, o país reduziu as disparidades entre cidades e campos, mas mantém enormes contradições. É o que mostra o artigo Irão: As desigualdades fragilizam a República islâmica. Entretanto, o governo apertou a censura na Internet com a ajuda de empresas europeias: Siemens e Nokia ajudam Irão a censurar a Internet. Evocamos em seguida o debate mais aceso da campanha eleitoral e apresentamos um resumo do programa de Moussavi.

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Resto dossier

A revolta iraniana

O Irão vive o maior momento de agitação desde a revolução islâmica de 1979. Com milhões de pessoas nas ruas contestando o resultado das eleições presidenciais, supostamente ganhas pelo actual presidente Ahmadinejad, os protestos já dividiram o regime e os resultados são imprevisíveis. Neste dossier, coordenado  por Luis Leiria, o Esquerda.net procura analisar e contextualizar a revolta.

Será que o gato sobre o precipício vai cair?

Qualquer que seja o desenlace, é decisivo ter em conta que estamos a testemunhar no Irão um grande evento emancipatório que não cabe no enquadramento da luta entre liberais pró-ocidentais e fundamentalistas anti-ocidentais.
Por Slavoj Zizek, publicado em Support for the Iranian People 2009

A esquerda e a revolta no Irão

Sectores de esquerda, inspirados por acontecimentos recentes no Médio Oriente e na Europa de Leste, interpretaram os protestos no Irão como mais uma versão das recentemente inventadas revoluções com nomes de cores, neoliberais, apoiadas pelos EUA. Mas é esse o caso no Irão? Este artigo, escrito pelos tradutores e filósofos iranianos Morad Farhadpour e Omid Mehrgan, tenta clarificar essa questão.

Irão: Os símbolos não são suficientes para ganhar esta batalha

Não obstante os seus objectivos difíceis, o que rebentou no Irão é de facto uma "intifada". Mas não se derrubam revoluções islâmicas com as luzes do carro. E muito menos com velas. Os protestos pacíficos até podem ter servido a Gandhi, mas o Líder Supremo do Irão não vai preocupar-se com alguns milhares de manifestantes nas ruas mesmo que cantem "Allahu Akbar" nos seus telhados todas as noites.
Por Robert Fisk, The Independent, 23/6/2009

Siemens e Nokia ajudam Irão a censurar a Internet

Uma joint-venture entre a alemã Siemens e a finlandesa Nokia ajudou o regime iraniano a instalar um dos mais sofisticados mecanismos de censura da Internet do mundo, permitindo examinar de forma maciça o conteúdo dos pacotes de dados circulando na rede, sejam eles e-mails, fotos, vídeos ou até chamadas telefónicas pela rede. A notícia é avançada pelo Wall Street Journal.

Choram-se os mortos do Irão - mas a luta continua

Apesar da intimidação, a vontade de derrubar Ahmadinejad continua forte, afirma o jornalista Robert Fisk neste artigo publicado originalmente no The Indepedent de Londres. O "presidente" Ahmadinejad é cada vez mais um homem muito solitário, afirma o famoso jornalista

Quem é quem na política iraniana

O líder supremo, ayatollah Ali Khamenei O líder supremo, ayatollah Ali Khamenei

O grande ayatollah Sayyid Ali Hoseyni Khamenei é o Líder Supremo do Irão desde 1989, sucedendo ao ayatollah Khomeini depois da morte deste. O cargo de Líder Supremo, criado pela Constituição da República Islâmica, é o mais alto cargo político e a mais alta autoridade religiosa da Nação, superior, portanto, ao de Presidente da República. Aliás, é ele que nomeia seis dos 12 juristas que compõem o Conselho dos Guardiães, que decide quem pode se candidatar à Presidência.

Irão: As desigualdades fragilizam a República islâmica

Trinta anos depois da Revolução islâmica, o país reduziu as disparidades entre cidades e campos. Mas as províncias habitadas por minorias étnicas continuam marginalizadas.
O Irão é hoje um país complexo que conheceu uma verdadeira revolução das mentalidades no decurso das últimas três décadas. Nasceram grandes centros urbanos. A família iraniana aproximou-se, na sua forma, das famílias dos países industrializados e o nível médio de educação progrediu fortemente.
Artigo de Thierry Coville

Ataques pessoais e acusações de corrupção no debate televisivo

Entre 2 e 8 de Junho, a TV estatal IRIB promoveu debates entre os candidatos presidenciais, sempre envolvendo dois deles. Foi a primeira vez que houve debates televisivos nas eleições iranianas. O mais aceso foi o que opôs Moussavi a Ahmadinejad, que envolveu ataques pessoais e acusações de corrupção. Artigo do Guardian resumindo o debate.

A agenda Moussavi

Um resumo do programa apresentado por Mir Hussein Moussavi durante a campanha eleitoral. Artigo de Tara Mahtafar, do Tehran Bureau.
Mir Hussein Moussavi apelidou a sua futura administração de "Governo da esperança" (dolat-e omid). Numa entrevista de televisão, ele convidou os eleitores a estudar a brochura de cem páginas que detalha as suas políticas, em formato impresso ou electrónico. Eis alguns destaques programáticos da agenda Moussavi:

O Irão em ebulição

Lee Sustar, do Socialist Worker, analisa a dinâmica dos protestos populares e da repressão no Irão, na sequência das eleições presidenciais fraudulentas.