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Quatro documentários sobre a impunidade dos bancos

Sugerimos neste dossier quatro documentários, a maior parte com legendas ou dobragem em português. O mais recente é €uro€stafa, de Guillermo Cruz e o mais premiado é Inside Job, de Charles H. Ferguson. Quando a Europa salva os bancos, quem paga?, de Harald Schumman e Árpád Bondy, foi transmitido pelo canal Arte em 2013 e Catastroika, de Aris Chatzistefanou e Katerina Kitidi, tornou-se um sucesso de downloads dentro e fora da Grécia.

€uro€stafa

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Lançado em junho de 2014, este documentário de Guillermo Cruz é baseado nos estudos económicos de Ricardo Vergés e faz a análise da crise como resultado de políticas monetárias perversas antes da chegada do euro. Parte da situação atual e segue a cronologia inversa até 1993, quando a UE decidiu ter uma moeda única.

Inside Job

Catastroika (legendas em português)

Este filme vencedor do Óscar para Melhor Documentário em 2011 mostra as causas do crash financeiro de 2008 e os responsáveis pela maior crise desde a Grande Depressão de 1929.

Quando a Europa salva os bancos, quem paga?

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Documentário do canal Arte de Junho de 2013 sobre os beneficiários dos resgates bancários na Europa, inclui entrevistas a vários ministros das finanças europeus, a ex-administradores de bancos (os actuais não dão entrevistas), a activistas, etc. Mostra quem realmente beneficiou dos resgates e mostra também as profundas consequências destes resgates.

Catastroika

Catastroika (legendas em português)

Dos mesmos autores de Debtocracy, o documentário Castastroika faz um relato avassalador sobre o impacto da privatização massiva de bens públicos e da ideologia neoliberal da troika.

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Resto dossier

Impunidade da banca

A ganância dos banqueiros esteve na origem da crise financeira, mas passados seis anos são os contribuintes que continuam a pagar os estragos. A banca ficou impune e continua a ditar a sua lei aos Estados, que impõem a austeridade para conseguir uma das maiores transferências de que há memória dos rendimentos do trabalho para o capital. Dossier organizado por Luís Branco.

Paulo Pena: “Separar política e banca seria de elementar bom senso”

Paulo Pena, jornalista e autor do livro “Jogos de Poder”, falou ao esquerda.net sobre a responsabilidade dos bancos na crise dos últimos anos, as semelhanças entre os casos do BES e do BCP e o atual regime baseado na articulação entre o poder financeiro e político, “que subverte a política e também não é bom para a banca”.

Os banqueiros continuam a tramar o país. Até quando?

Apesar das enormes quantidades de dinheiro transferidos dos Estados e do BCE, os bancos continuam sem conceder crédito às atividades económicas produtivas. Como se chegou a tal situação?

BES Angola, um afro-BPN

Ao assumir o buraco do BES Angola, o governo de Luanda vai gastar o mesmo que aplicou no Fundo Soberano do país.

BES: o império dos homens maus

São várias as formas como o maior banco privado português construiu a sua rede de influência entre os governantes, como diferentes são os sinais de retribuição de cada um dos 25 Ministros e Secretários de Estado que se cruzaram com os destinos do BES.

Devemos acabar com a impunidade dos bancos

Dizem que são "demasiado grandes para falir" mas na verdade são "demasiado grandes para acabar na prisão". Aqui ficam algumas das fraudes dos gigantes da banca mundial: BNP Paribas, Deutsche Bank, Royal Bank of Scotland, Crédit Suisse, Bank of America, Goldman Sachs, JP Morgan, entre outros.

Transparência dos bancos na Europa: um estudo de viabilidade que começa mal

A diretiva "CRD14", aprovada após longa discussão no Parlamento e Conselho Europeu, obriga os bancos a revelarem as suas manobras de otimização fiscal agressiva. Mas a Comissão Barroso encomendou um estudo de viabilidade da medida à PwC, uma das gigantes mundiais que fornece aos bancos esses esquemas de fuga legal aos impostos.

Foto CaptKodak/Flickr

Quatro documentários sobre a impunidade dos bancos

Sugerimos neste dossier quatro documentários, a maior parte com legendas ou dobragem em português. O mais recente é €uro€stafa, de Guillermo Cruz e o mais premiado é Inside Job, de Charles H. Ferguson. Quando a Europa salva os bancos, quem paga?, de Harald Schumman e Árpád Bondy, foi transmitido pelo canal Arte em 2013 e Catastroika, de Aris Chatzistefanou e Katerina Kitidi, tornou-se um sucesso de downloads dentro e fora da Grécia.

BPN: o assalto laranja ao país

O banco fundado e afundado por ex-governantes do PSD serviu de plataforma para branquear capitais e distribuir dinheiro pelo círculo próximo do partido. A fatura está a ser paga pelos contribuintes e pode chegar aos 7 mil milhões. As investigações e processos arrastam-se na justiça e o BPN acabou entregue ao capital angolano a preço de saldo.

Os negócios milionários da SLN/grupo Galilei em Angola

A holding de Oliveira e Costa viu-se livre do BPN e apostou em quotas na exploração de petróleo e em parcerias com altos responsáveis do regime no setor imobiliário. Estes são alguns dos negócios milionários da SLN/Galilei em Angola, descritos no livro “Os Donos Angolanos de Portugal”.

Offshores do BCP: Banqueiros salvos pela prescrição

No início de 2013, um tribunal condenou nove ex-administradores do BCP a multas num total de mais de quatro milhões de euros, confirmando a condenação prévia do regulador da bolsa. O buraco ronda os 600 milhões de euros, mas com o arrastar do processo, os banqueiros condenados ainda podem escapar ao pagamento das multas.

BPP: Lucros para acionistas, buraco para os contribuintes

O Banco Privado Português foi arruinado pela má gestão dos administradores, que transferiam as perdas dos seus investimentos para as carteiras dos clientes. Um ano antes de falir, o banco pagou milhões em dividendos a acionistas como Balsemão, Saviotti e o próprio João Rendeiro, agora acusado em tribunal.