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Carta Aberta sobre a Crise da Saúde Grega

Esta carta é uma tentativa feita por individualidades e médicos gregos de diversas áreas académicas de especialização para fazermos ouvir as nossas preocupações no que se refere ao actual estado extremo dos Serviços de Saúde na Grécia.
O Sistema de Saúde Pública na Grécia está a colapsar em todas as frentes.

A austeridade a mando da troika e a emergente crise do sistema de saúde na Grécia: uma Carta Aberta ao Governo Grego

Ao primeiro-ministro da Grécia e ao Presidente do partido da Nova Democracia, Sr. Antonis Samaras

Ao Presidente do PASOK, Sr. Evangelos Venizelos

Ao Presidente da Esquerda Democrática, Sr. Fotis Kouvelis,

Ao Ministro da Saúde, Sr. Andreas Lykouretzos,

Esta carta é uma tentativa feita por individualidades e médicos gregos de diversas áreas académicas de especialização para fazermos ouvir as nossas preocupações no que se refere ao actual estado extremo dos Serviços de Saúde na Grécia.

O nosso país caiu num estado sombrio e é constantemente desafiado por pressões externas e internas enquanto o clima económico e social se deteriora cada vez mais a cada dia que passa. O governo grego em total obediência às exigências irracionais da troika concentra-se nas obrigações dos cidadãos para com o estado e parece esquecer ou ignorar as suas próprias obrigações para com os seus concidadãos.

O governo impôs uma brutal austeridade fiscal auto destrutiva; de modo confiscatório tenta extorquir receitas extraordinárias de uma população já empobrecida e aflita, enquanto negligencia o seu principal papel conforme expresso na Constituição: a Protecção dos Direitos e do Bem-Estar dos Cidadãos. 

Em apenas três anos, os governos dos partidos da actual coligação conseguiram reduzir o PIB em 25%, levando a Grécia à mais profunda e duradoura depressão económica na história do mundo moderno ocidental. Durante o mesmo período de tempo, a dívida pública cresceu de 109% do PIB para 170%, o desemprego disparou de 8% para 27% e o desemprego jovem tem agora o recorde mundial com 58%. Os rendimentos foram reduzidos em mais de 40%, levando a um número recorde de famílias e indivíduos a viver abaixo do limiar de pobreza.

Vale a pena notar que o famoso “corte” (PSI) apresentado pelo governo como um grande resultado, no fim de contas aumentou a dívida pública enquanto saqueou as reservas dos fundos de pensões, reservas que foram juntas laboriosamente pelas contribuições dos trabalhadores e pensionistas. Um dos sectores que foi mais atingido é o da Saúde.

O Sistema de Saúde Pública na Grécia está a colapsar em todas as frentes. Tendo assinado um memorando de entendimento com a troika não eleita e irresponsável, para reduzir as despesas com a saúde pública de 9,8% do PIB (antes da crise) para 6% do PIB, o governo grego instituiu um conjunto de medidas que lesam gravemente a saúde da população. Ao retirar-se a cobertura em termos de saúde a milhares de desempregados, fica definitivamente garantido o aumento da mortalidade neste segmento da população.

Esta política de subserviência às exigências da troika levou ao encerramento ou à degradação de unidades hospitalares. Por exemplo, o hospital da cidade de Kymi “Georgios Papanikolaou”, o hospital da cidade de Tebas e muitos outros nas províncias e nos centros metropolitanos viram reduzidos o seu pessoal médico, o pessoal sem receber salário durante longos períodos de tempo, o equipamento médico a deteriorar-se progressivamente e os laboratórios com crescentes falhas em todos os tipos de consumíveis (seringas, pensos, reagentes, etc). Agora os doentes têm de pagar os consumíveis, os exames médicos e as cirurgias. Isto está tudo no topo do que já pagavam através dos fundos dos seguros.

Os que sofrem de doenças crónicas como a doença pulmonar obstrutiva crónica são obrigados a pagar 25% dedutível no custo da medicação, enquanto antes da crise esta dedução era de 5%. Os doentes com cancro e com insuficiência renal sofrem não só devido aos custos aumentados dos tratamentos especializados mas também devido à degradação geral destes equipamentos, falta de pessoal chave e falhas dramáticas de medicamentos; impossibilitados de receber tratamento em casa, têm de fazer viagens longas para poderem viver e esperar em filas intermináveis nos corredores de burocráticos escritórios de seguradoras de saúde e/ou de clínicas hospitalares.

Os doentes em unidades de saúde mental como a Dromokaitio, enfrentam todos os dias a alienação e a indiferença de um estado que não os apoia. O pessoal e os recursos na maior parte das clínicas psiquiátricas diminuem rapidamente, enquanto o número de doentes aumenta.

Os hospitais psiquiátricos na Grécia já não conseguem fornecer serviços ao nível necessário para prestar mesmo o tratamento básico aos doentes diagnosticados com doenças mentais graves. Além do mais, o estabelecimento de uma “taxa padrão” para as cirurgias força os pacientes a pagar adiantado aproximadamente 20% do valor dos materiais e serviços. Esta “taxa padrão” torna, quer as cirurgias electivas quer as emergências, praticamente inacessíveis para um largo segmento da população. Por exemplo, na base do preçário recentemente introduzido, o custo de uma cirurgia para a substituição da anca num hospital público é cerca de 1000€; este custo é acrescido pela remuneração do cirurgião, do anestesista e outro pessoal essencial. Assim, o custo desta cirurgia comum é habitualmente inacessível para um paciente idoso com uma pensão básica de menos de 600€; estes reformados não conseguiriam arranjar dinheiro tendo de priorizar a compra de comida básica, o pagamento da renda, da água e da electricidade, aquecimento, compra dos medicamentos habituais e as diversas despesas necessárias para viver (e muitas vezes esta pequena pensão ainda apoia mais um membro da família).

Para além destas medidas destrutivas específicas, facilmente se imagina o impacto na saúde pública dos consecutivos cortes nas pensões e das medidas confiscatórias com os impostos. Muitos pensionistas pobres não têm outra hipótese senão deixar o básico, medicamentos e controlo da saúde, para comprar comida e aquecimento (as políticas devastadoras relativamente ao combustível para aquecimento são particularmente notadas aqui).

O preço dos bens básicos aumentou (não só pela inflação mas também pelo brutal aumento do IVA mesmo para artigos básicos), enquanto os rendimentos foram drasticamente reduzidos. O aumento imposto de 500% ou mais em deduções para medicamentos e consultas médicas está a tornar simplesmente impossível para muitos pensionistas manter os tratamentos prescritos.

Certamente, as consequências, especialmente para pessoas com doenças crónicas graves, são o aumento das patologias e da mortalidade. Este rápido declínio na qualidade do cuidado prestado é complementado com a hemorragia de indivíduos altamente preparados; mais de 4000 médicos gregos altamente formados emigraram para o estrangeiro devido à sua frustração com a degradação do sistema e com os sucessivos cortes nos vencimentos, nas horas extraordinárias e nos subsídios.

Vale a pena referir que o Sistema Nacional de Saúde (ESY) no nosso país funcionou de forma eficiente, prestou serviços excepcionais e constituiu um importante ganho para a nossa sociedade antes da chegada da crise. Foi o trabalho árduo dos médicos, enfermeiros, farmacêuticos, cientistas e técnicos de laboratório e pessoal auxiliar do ESY que fez avançar o estado da saúde pública no país. Este sistema está agora despojado de recursos básicos, cercado a todos os níveis e saqueado com o vosso consentimento. Os seus membros estão a fugir em números cada vez maiores. Neste contexto, apelamos ao governo grego para manter e defender o valor da saúde.

Não deve haver cortes nos fundos necessários para o normal funcionamento dos hospitais na Grécia, quer para os que estão localizados nos principais centros metropolitanos quer para os que estão nas ilhas e em outras áreas remotas do nosso país. Pedimos que não despromovam hospitais regionais em meros centros de saúde. Tais centros de saúde providenciarão serviços limitados e resultarão no colapso da saúde pública nas províncias. Não deixem que estes hospitais regionais/provinciais fiquem sem pessoal, dotados simplesmente de médicos de família ou patologistas, despojados de pessoal chave especializado; as vossas políticas vão degradar definitivamente aquilo que foi a força vital destes hospitais regionais, uma força que contribuiu significativamente para a melhoria da saúde pública na Grécia nas últimas décadas.

Se se permitisse que as vossas políticas fossem completamente postas em práticas, o pessoal chave especializado só se encontraria em grandes agrupamentos de hospitais superlotados nos centros metropolitanos. Tal política iria forçar os gregos que precisam de atenção especial a viajar para cada vez mais longe de casa para assegurar cuidados adequados (assim aumentando ainda mais os já insuportáveis custos), assumindo-se que os conseguem pagar, uma perigosa assunção no actual clima económico. Os custos adicionais e a falta de cuidado especializado a horas iriam sem dúvida levar ao aumento das patologias e da mortalidade nas províncias.

Um estado de bem-estar que respeita as suas instituições e a sua história e que se preocupa com a sua existência no futuro, nem sequer devia contemplar cortes tão drásticos na saúde pública. Tais acções podem ser esperadas por governos estrangeiros de ocupação, não por um governo de Gregos para Gregos.

Assim, exigimos as seguintes acções do governo grego: a adequada colocação de pessoal, manutenção e modernização dos hospitais existentes no país, especialmente nas províncias e nas ilhas.

A restauração da adequada cobertura médica dos grupos da população, cuja saúde colectiva está especialmente sob ameaça com a actual crise económica. Estes grupos incluem os desempregados de longa duração, os trabalhadores pobres, os pensionistas com baixos rendimentos e outros. Para estes grupos populacionais é preciso introduzir um substancial recuo dos aumentos nos custos da saúde que instituíram.

A criação de políticas e incentivos que apoiarão na adequada atribuição geográfica de médicos e pessoal de enfermagem de todas as especialidades a fim de evitar desnecessária e contraproducente concentração de pessoal qualificado (frequentemente desempregado) nos centros metropolitanos. A adequada remuneração de médicos, enfermeiros, técnicos e cientistas de laboratório de modo a evitar mais saída deste pessoal chave para a emigração.

Os cortes drásticos em remunerações, salários e pagamento de horas extraordinárias têm de retroceder. Caso contrário, o êxodo de pessoal qualificado resultará numa debandada com consequências desastrosas para a saúde pública.

A introdução de políticas que apoiem a pronta disponibilidade de produtos farmacêuticos, consumíveis, provisões laboratoriais e dispositivos. O governo deve recusar lançamentos públicos pouco convincentes de excedentes primários e pagar regularmente aos fornecedores e às companhias farmacêuticas tudo aquilo que lhes é devido. Como governo da Grécia, vocês têm responsabilidade pela sobrevivência do nosso país e pelo bem-estar dos cidadãos. Não têm o direito de obter crédito degradando a saúde dos vossos compatriotas e enviando para uma morte antecipada os mais vulneráveis de entre nós.

Estão obrigados a dizer NÃO às exigências aos membros não eleitos da troika, quando a obediência a estas exigências tem consequências devastadoras para o nosso país. Se dizer NÃO às exigências destruidoras da troika significar sair da Zona Euro, então saiamos. Muitos de nós acreditámos numa Europa unida, mas a Zona Euro provou ser apenas um meio de exploração das nações mais fracas pelas mais fortes. As consequências da nossa continuada participação na moeda comum tornaram-se agora claras.

Com o empobrecimento do nosso país, vocês fizeram-nos esquecer não só o significado da palavra “orgulho” mas também o significado de “dignidade”. Apesar da crise em curso, do desemprego recorde, do rápido declínio do PIB, do aumento dramático da pobreza e da fome, da deterioração da saúde da população, do agudo declínio das taxas de natalidade, da onda de suicídios e da total perda de esperança, vocês agarram-se tenazmente às vossas políticas de súplica e sujeição, enquanto continuam a liquidar propriedade pública e companhias públicas aos preços mais baixos. As políticas desastrosas que corroem mesmo a saúde básica da população grega têm de parar. Enquanto Gregos, nós somos capazes de sobreviver à crise e reconstruir-nos. No entanto, para o fazer, ter saúde física é um pré-requisito.

Assinaturas, pessoal médico e de apoio do Metropolitan Social Clinic de Elliniko, Grécia

Akritas Alkis, Professor, CS / KU, USA.

Albrecht, Ph.D., International Programs, Foy Hall 316, Auburn University, Auburn, AL 36849, USA.

Almpoura Efstratia, MSc Developmental Psychologist, IED-Paris8, Vincennes-Saint Denis, Paris, & Harvard ES, Cambridge MA, Athens, GREECE.

Anastassopoulou Ioanna, Professor, School of Chemical Engineering, Department of Material Science and Engineering, Athens, GREECE.

Andreatos Antonios, Professor, Department of Computer Science, Department of Air Science, Air Force Academy, Athens, GREECE.

Antikas Theodoros, Ph.D., GREECE.

Apostolaki Aggeliki, MSc Psychologist, A.U.TH. Faculty of Philosophy, Department of Psychology, Thessaloniki, GREECE.

Argyrokastritis Ioannis, Associate Professor, Agricultural University of Athens, GREECE.

Argyropoulos Giannis, PhD, AT&T Labs

Aroniadou-Anderjaska Vassiliki, Ph.D., Associate Professor of Neurosciences, Bethesda, Maryland, USA.

Valaskakis Kimon, Ph.D., Ambassador of Canada (Ret), Professor of Economics (Emeritus), University of Montreal, CANADA.

Vallianatos Evangelos, Ph.D., Associate Professor, Pitzer College, USA.

Vartholomaios Tasos, MD, PhD, MFHom, GMC, UK, Registered Consultant Pathologist, Member of the Faculty of Homeopathy,UK

Vartholomaiou-McLean Athina, Ph.D., Professor, Sociology, Anthropology and Social Work, Central MI University 48859, USA.

Vichas George, Cardiologist, Head of the medical team of the Greek Metropolitan Social Clinic of Elliniko, GREECE

Vigot Jacques, DNSAP, in Plastic Arts, ENSBA, Paris. Artist-Painter, Educator in Painting and Drawing, Animation Center Les Halles-Le Marais, Paris ??wnhall of the 1st Arr., Paris, FRANCE.

Vogiatzis Alexander, Former Associate Professor, University of Macedonia, GREECE. Burriel Angela R., Professor, Veterinary Microbiology, University of Thessaly, GREECE.

Bucher Matthias, PhD, Assistant Professor, University of Crete, Chania, GREECE.

Georgopoulou Lito, Educator, GREECE.

Giannaki Efrosyni, Surgeon Dentist, Dental School of the National and Kapodistrian University of Athens, GREECE.

Spiro Yannacopoulos,  Ph.D., P.Eng., Associate Dean and Director, School of Engineering, University of British Columbia, Okanagan Kelowna, BC, C???DA.

Panagiotis Giannopoulos, Associate Professor, Department of Civil Engineering, University of Patras, GREECE.

Giannoukos Konstantinos, M.Eng., Doctoral Candidate, Faculty of Engineering, Division of Materials Mechanics and Structures, The University of Nottingham, UK.

Giannoukos Stamatios, M.Eng., Research Assistant and Doctoral candidate, Department of Electrical Engineering and Electronics, University of Liverpool, UK.

Giokaris Nikos, Professor, Department of Physics, University of Athens, GREECE.

Gatzoulis Nina, Languages, Literature and Cultures University of New Hampshire, USA.

Dascalopoulos Stella S., MD, MSc, DIC, PhD, Assistant Professor in Medicine, Director, Vascular Health Unit, Department of Medicine, Division of Internal Medicine, McGill University, CANADA.

Dokos Socrates, Ph.D., Associate Professor, Graduate School of Biomedical Engineering, University of New South Wales, Sydney 2052, AUSTRALIA.

Dritsas Margarita, Emeritus Professor of Economic History, Greek Open University (Hellenic Open University), GREECE.

Eleftheriades George Savva, PhD, OAM, GCSCG, CETr, JP.  – ExarchOSETrAu, New South Wales, AUSTRALIA.

Eleftheriades Evgenia, CLETr, CSH; – Sydney, New South Wales, AUSTRALIA.

Evangeliou Christos C., Professor of Philosophy, Honorary President of IAGP, Towson University, Towson MD, USA

Prof. Dr. Panayiotis Zavos, Dr., Professor, Director & Chief of Andrology, Andrology Institute of America, President & CEO, ZDL, Inc. USA, P.O.Box 23777, Lexington, KY 40523, USA

Zerva Evgenia, M.Eng., Doctoral Candidate, Process and Environmental Engineering Research Division, University of Nottingham, UK.

Dr. Vassiliki Zotou, Language and Linguistics in Education, University of Thessaly, Volos, GREECE.

Zografopoulos Gregorios, Dentist,Dental School of the National and Kapodistrian University of Athens, Florina, GREECE.

Ifestos Panagiotis, Professor, International Relations-Strategic Studies, University of Piraeus, Department of International European Studies, GREECE.

Theocharopoulos Anthony, Ph.D., Lecturer in Dental Technology, Cork University Dental School and Hospital, Wilton, Cork, IRELAND.

John Petros, Ph.D., Electrical Engineering, University of Southern California, Los Angeles, CA 90089-2562, USA.

Kaimara Polyxena, MSc School and Evolutionary Psychology, MSc Public Health Specialization in Counseling and Guidance, Physical Medicine and Rehabilitation Center Florina, GREECE.

Kakouli Thomae, Ph.D., Lecturer in Biosciences, Department of Science and Health, Institute of Technology Carlow, Carlow, IRELAND.

Kakoules Theophilos, Emeritus Professor, University of Athens, GREECE.

Father Lambros Kamperidis, Concordia University, Montreal Classics, Modern Languages and Linguistics, CANADA.

Anastassios Carayannis, PhD, Professor, Department of Applied Human Sciences, Concordia University, Montreal, CANADA.

Caranastassi Irini, PhD, Assistant Professor, Department of Greenhouse Crops and Floriculture, School of Agricultural Technology, TEI of Messolonghi, GREECE.

Karan Panayiotis, Professor of Parasitology and Anatomy, Medical School, University of Cologne, 50937 Cologne, GERMANY.

Katsifarakis Costas, Professor, Department of Civil Engineering, Aristotle University, Thessaloniki, GREECE.

Panagiotis Kelandrias, Associate Professor, Department of Translation and Interpreting, Ionian University, GREECE.

Keromnes Luce, (CCI) School of Nurses-Managers of Pitié -Salpêtrière, Senior Manager of Health - retired, Paris, FRANCE.

Kontos John, Professor Emeritus, NKUA, GREECE.

Kopatou Stamatina, Professor of French in the French Institute of Athens (INFA), Greece. University of Languages ??and Literature Grenoble 3. Athens, GREECE.

Constantine Koudounas, Graduate Department of Physics UoA, MSc Marketing & Communication, Gold Coast, QLD AUSTRALIA.

Koutselini Mairi, Professor, University of Cyprus, CYPRUS.

Kranidioti Maria, Associate Professor, School of Law, University of Athens, GREECE.

Kriara Fenia, MSc Cultural Informatics and Communication, Aegean University, GREECE.

Kyriakou George, Professor, Demokrition University of Thraki, GREECE.

Koletis Theophilus M., Professor of Cardiology, University of Ioannina, GREECE.

Comodromos Petros, Lecturer, Department of Civil & Environmental Engineering School of Engineering, University of Cyprus, CYPRUS.

Kostantatos Demosthenes, Ph.D., M.Sc. M.B.A., Greenwich CT, USA.

Father Konstantelos Dimitrios I., Dr F. D.TH, Emeritus Professor of Byzantine History and Theology, Stockton College of New Jersey, Galloway, New Jersey, USA

Kostas Antigone, Doctor of Psychiatry, Greenwich CT USA

Christina Lazaridis, Ph.D, retired from Dupont Company, Wilmington DE, USA (and Heraklion, Crete, GREECE)

Lazaridis Anastasios, Eng.Sc.D, Professor Emeritus, Widener University, Chester PA, USA (and Heraklion, Crete, GREECE)

Lampropoulou Venetta, Professor, Special-Deaf Education, President of the International Congress on the Education of the Deaf, Deaf Studies Unit, Department of Primary Education, University of Patras, GREECE.

Lekanidou P., Emeritus  Professor,  UoA, GREECE.

Loutridis Abraham, MSc, PhD Candidate, Antenna and High Frequency Research Centre, Dublin Institute of Technology, Dublin, IRELAND

?anios Ioannis, National and Kapodistrian University of Athens, Faculty of Dental Surgery, Surgeon Dentist, Athens, GREECE.

Melakopides Kostas, Associate Professor of International Relations (ret.), University of Cyprus, Nicosia, CYPRUS.

Michalakopoulos George, Assistant Professor, Department of Translation and Interpreting of the Ionian University, GREECE.

Costas Moulopoulos, Associate Professor, Department of Physics, University of Cyprus, Nicosia, CYPRUS.

John E. Batzakas, Lecturer, University of the Aegean, GREECE

Bacalis Naoum, PhD, Institute of Theoretical and Physical Chemistry, National Research Institute, Athens, GREECE.

Baloglou George, Associate Professor Emeritus (SUNY Oswego), Thessaloniki, GREECE.

Balopoulos Victor, Assistant Professor Department of Civil Engineering, Democritus University of Thrace, GREECE.

Blytas ?. George, Ph.D., Physical Chemistry/Chemical Engineering, Research Consultant, Royal Dutch  Shell, retired, President, GCB Separations Consulting, Founder: The Hellenic Professional Society of Texas, Author:  The First Victory, Greece in the Second World War, 2009, USA.

Bougas Ioannis, Professor of Statistics, Montreal, CANADA.

Briasouli Eleni, Professor, Department of Geography, University of the Aegean, Mytilene, Lesvos, GREECE.

Moraitis L. Nicholas, Professor of International Relations – Comparative Politics, University of California, Berkeley.

Negreponti-Delivani Maria, Ph.D., ex Rector and Professor of University of Macedonia, GREECE.

Notopoulou Julia, MSc Developmental Psychologist, IED-Paris8, Vincennes-Saint Denis, Paris. MFA Film and Film / Video, IED-Paris8, Vincennes-Saint Denis, Paris, Athens, GREECE.

Octeau Anne-Pascale, DNSAP, in Plastic Arts, ENSBA, Paris. Artist-Painter, Educator in Painting and Drawing, Paris, FRANCE.

Papavasileiou-Alexiou Joanna, Assistant Professor of Counselling and Guidance University of Macedonia, Department of Educational and Social Policy, Thessaloniki, GREECE.

Papagiannis Gregorios, Ph.D., Byzantine Philology, Demokrition University, Thraki, GREECE.

Basil P. Panoskaltsis, MS, MA, Ph.D., GREECE.

Nikos Papadopoulos T., Emeritus Professor of Medicine Aristotle University, Thessaloniki, GREECE.

Papathanasiou Maro, Professor in the Department of Mathematics, University of Athens, GREECE.

Papamarinopoulos P. Stavros, Professor, University of Patras, GREECE.

Paparodopoulos Nikolaos, former Lecturer, University of Aegean, GREECE.

Paul P. George, Associate Professor, Department of Electrical and Computer Engineering, Polytechnic School of Xanthi, University Campus Xanthi Kimmeria, Xanthi, GREECE.

Péré-Pasturel Sandrine, MSc Psychologist, IED-Paris8, Vincennes-Saint Denis, Paris, Varcheny, Nursing-Nurse Manager at Creche au Pont, Rhône-Alpes, FRANCE.

Leonidas Petrakis, PhD, Chairman and Senior Scientist (Retired), Department of Applied Science, Brookhaven National Laboratory, Now residing in California, USA.

George Pirgiotakis, ex Associate Professor, GREECE.

Retzios Anastassios, Ph.D., President, Bay Clinical R&D Services, LLC, San Ramon, California, USA.

Riga Aikaterini, Ph.D. Director of Nematology Laboratory and Senior Scientist, Verdesian Life Sciences, Pasco, WA, USA

Peter Roussos, Assistant Professor, Agricultural University of Athens, GREECE

Sakatcheff  Veronique, MSc Cognitive-Behavioral Psychologist, IED-Paris8, Vincennes-Saint Denis, Paris, Toulon, FRANCE.

Sarri Maria, Surgeon Dentist UMFT Victor Babes, Athens, GREECE

Stamboliadis Elias, Professor, Department of Mineral Resources Engineering, Technical University of Crete, GREECE.

George Stavropoulos P., Cytologist, University of Athens, Athens, GREECE.

Mika Stavropoulou, Research Faculty, UoA

Stavropoulou Georgia, MA, MPhil. Los Angeles, CA, USA.

Stylianakis Vasilis, University of Patras, GREECE.

Tzamtzis Stavros – Dionisios, Psychologist, graduated from Aristotle University, Thessaloniki, GREECE.

Dr. George Tsobanoglou, PhD Sociology, Carleton, President, International Sociological Association, Research Committee on Sociotechnics & Sociological Practice (ISA-RC26), Associate Professor, University of the Aegean, Dept. of Sociology, Mytilini, Greece

Anna Tsirka, pediatric cardiology, Assistant Professor, Tufts University School of Medicine

Tsoutsoulopoulou A.M., EEDIP I English School of Humanities, University of Thessaly, GREECE.

Flessas George P., Professor, Department of Information & Communication Systems Engineering, Department of the Aegean, Karlovassi, Samow, Greece.

Evangelia Floros, Professor, Tel & GL Larissa, Department Decorators / Graphic Designers, Maintainers art, Design Free / Linear and specificity School of Architecture University of Thessaloniki, Larissa, GREECE.

Katerina T. Franzi, Associate Professor of Informatics, Department of Mediterranean Studies, University of the Aegean

Fridas Stavros, Professor of Parasitology Immunology-AUTH, Thessaloniki, GREECE.

Halamantaris Pantelis, Ph.D., Ed.D. (HC), Professor Emeritus, Brandon University, Deputy Director, the University of Manitoba Centre for Hellenic Civilization, Brandon, Manitoba, CANADA.

Hamilos I. Apostolos, Surgeon Dentist, Dental School, Athens, GREECE.

Hamilou A. Ioannou, Surgeon Dentist, Univerzita Karlova v Praze-Charles Univeristy, Prague, Athens, GREECE.

Hatzis Aristotelis, A.U.TH. – N.K.U.A., Dentist, School of Dentistry, Aristotle University of Thessaloniki, ATHENS, GREECE.

Hatzis Labros ,MD, PhD, BPlast, Fellow, St John’s College, Cambridge University, UK. S. Lecturer Royal College of Surgeons in Ireland, Dublin, IRELAND.

Hatzopoulos N. Ioannis, Professor, University of the Aegean, Department of the Environment, Mytilene, GREECE.

Nikoletta Christodoulou, Lecturer, Curriculum and Teaching, School of Education, University Frederick, Nicosia, Cyprus

Theodore Christou, Ph.D., Assistant Professor, Queen’s University, Faculty of Education, CANADA.

Carta envia a 20 de abril de 2013.

(...)

Resto dossier

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Com o intervenção da troika intensificaram-se os cortes orçamentais, os despedimentos de profissionais do Serviço Nacional de Saúde e a precarização laboral. Neste mesmo período, os grupos privados de saúde viram os seus lucros a subir. A receita da troika e do governo da direita colocou o SNS à beira do colapso e com isso agravou a saúde dos portugueses.  

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Gastamos em tratamentos (medicamentos, análises, pessoal técnico de saúde, etc.) mais de 300 milhões de euros por ano e alocamos menos de 5 milhões na área da prevenção. Tal como noutras situações, continuamos a reagir em vez de prevenir. Artigo de Luis Mendão, Daniel Simões e Rosa Freitas

Governo agrava a saúde dos portugueses em nome da austeridade

Cortes orçamentais, intensificação do despedimento de funcionários e profissionais do SNS e crescente precarização laboral, favorecimento dos grupos privados. Esta é a receita da troika e do governo PSD/CDS-PP que se traduz na delapidação do SNS e no agravamento da saúde dos portugueses.

Paulo Macedo e a defesa do Serviço Nacional de Saúde

Durante uma audição na Comissão Parlamentar de Saúde, o ministro da Saúde afirmou que “o Governo tem orgulho de ter salvo o Serviço Nacional de Saúde”. Haverá limites para a desvergonha? Artigo de António Rodrigues.

Paulo Macedo: cortar é comigo

Ao contrário da propaganda governamental não está em curso qualquer reforma do SNS. Fechar e concentrar serviços e hospitais não é reforma. Atrasar a criação de novas USF não é reforma. Adiar a rede de cuidados continuados não é reforma. Não fazer qualquer investimento no SNS não é reforma. Artigo de João Semedo

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A recente vaga de notícias sobre a demora no tempo de atendimento não é sazonal, não é um epifenómeno. É o resultado de decisões políticas que cortam oferta de cuidados de saúde no momento em que as pessoas mais precisam deles. Artigo de Bruno Maia.

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Carta Aberta sobre a Crise da Saúde Grega

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Crise no Sistema Nacional de Saúde Irlandês

A privatização e o neoliberalismo não melhoraram os padrões de cuidados de saúde na Irlanda. Com efeito, criaram novos tipos de ineficiências que custarão vidas. Artigo de Mark Bergfeld