Luís Fazenda

Luís Fazenda

Militante do Bloco de Esquerda

A acusação que Luís Aguiar-Conraria faz ao Bloco de Esquerda, na sua última crónica do Expresso, é a de que tem “uma pulsão totalitária”, contudo disfarçada, não tem uma única alegação plausível e demonstrada.

É inaceitável que o Presidente da República não se pronuncie sobre este processo. Estamos próximos do momento de se formarem novamente mesas para proceder à contagem dos votos dos emigrantes. Será que o Presidente não pode denunciar a insensatez da guerra do PSD?

O resultado previsível e, veremos em que situações caóticas, é a de carimbar a anulação dos votos por ausência dos eleitores. O PSD fez o mal e o Tribunal Constitucional a caramunha. Escusam de dar lições de direito quando torcem a lei eleitoral toda.

As declarações finais do encontro entre Joe Biden e Olaf Scholz na Casa Branca valem mais do que muitos comunicados de cimeiras para entreter a diplomacia funcionária e funcional.

A 27 de janeiro de 1973 era assinado o acordo de Paz, que cobria a retirada das tropas dos Estados Unidos, após uma derrota militar face a uma guerrilha popular. O uso de bombardeamentos maciços, incluindo de napalm, foi o distintivo terrível desta agressão. Por Luís Fazenda.

O que se observa é a recuperação do princípio de que a interlocução com os EUA obriga ao seguidismo dos EUA. O desconforto de várias chancelarias europeias é evidente.

Convém repetir as vezes que forem precisas que o PS não estabeleceu, nem quis estabelecer, nenhum acordo político com o Bloco e que o palavreado de deserções e divórcios é truque vulgar de quem reserva as conversas sérias para Bruxelas.

Marx e Engels tinham 29 e 27 anos, respetivamente, quando marcaram a história do mundo com a força material que o Manifesto projetou no movimento operário, de milhões e milhões de trabalhadores e intelectuais que desfraldaram o curso do marxismo como bandeira de emancipação em revoluções ganhas e perdidas. Por Luís Fazenda.

Se o conteúdo do Orçamento não é essencial para Boaventura de Sousa Santos, isso só pode ser por uma de duas razões: ou o OE 2021 e a vida social são irrelevantes para Boaventura, ou o debate que procurou fazer com o Bloco de Esquerda deslocou-se do seu campo real, o do próprio Orçamento, porque o conteúdo deste atrapalha a defesa da tese de Boaventura.