Leonor Rosas

Leonor Rosas

Licenciada em Ciência Política e Relações Internacionais na NOVA-FCSH. Mestranda em Antropologia sobre colonialismo, memória e espaço público na FCSH. Deputada na AM de Lisboa pelo Bloco de Esquerda. Ativista estudantil e feminista

Nestas últimas semanas, face aos sucessivos ataques ao direito à autodeterminação sobre os nossos corpos - tanto nos Estados Unidos como em Portugal - as palavras escritas naquele cartaz ecoam nas cabeças de todas nós que sabemos que, sim, ainda temos de lutar por isto.

Está na hora de aprofundar o D da Descolonização, se a ocupação dos países africanos já terminou há quase meio século, é este o momento de descolonizar a nossa sociedade, a nossa história e as nossas mentes.

As notícias têm-nos mostrado vídeos e imagens de ataques brutais e da subsequente destruição de várias cidades ucranianas. Desde a Segunda Guerra Mundial e, particularmente, desde a Guerra da Bósnia (1992-1995) que vários autores têm vindo a utilizar o termo urbicídio.

Aqui continuamos, a exigir o fim da propina, a democratização do Ensino Superior, o fim das universidades-fundação, o aumento da ação social, o fim do fosso salarial nas instituições de Ensino Superior, a descolonização curricular e o aumento da oferta de residências universitárias.

No dia 15 de março de 2022, a recomendação do Bloco de Esquerda com vista à criação de um selo para espaços noturnos livres de assédio acendeu uma intensa controvérsia na Assembleia Municipal de Lisboa.

Em 2022, está na hora de encarar de frente as questões do racismo estrutural, de contar a história do colonialismo português, dos 6 milhões de pessoas escravizadas e do que falta fazer.

Em setembro, mais que nunca, precisamos de levar às eleições autárquicas a justiça social e climática e um projeto de um futuro digno para todos e todas.

Em 2021, queremos aprofundar essas liberdades: viver num país onde não temos que temer a discriminação e a violência e no qual o acesso à saúde, educação, habitação e trabalho com direitos são garantias inalienáveis. Só assim se é livre.

Na fila da frente dos movimentos que empurram a nossa sociedade para a frente estão os mais jovens. Não estão desinteressados nem distantes, estão a garantir um futuro para todos e todas.

O antifascismo é a génese da nossa democracia e do nosso Estado Social. Rejeitar o antifascismo - como corrente ampla e abrangente que defende a importância dos direitos humanos, da liberdade e da paz - é necessariamente posicionar-se do lado do fascismo e das atrocidades que gerou.