José Manuel Pureza

José Manuel Pureza

Professor Universitário. Coordenador do Bloco de Esquerda

Em nome das gerações sacrificadas. Assim apresentou o Bloco a moção de censura que marcou esta semana parlamentar. Censuramos uma política injusta e irracional que empobrece o país e o arrasta para uma espiral de recessão.

Não há inevitabilidades em política. Não aceitamos estar condenados à inevitabilidade do consenso recessivo que anima PS e PSD.

p { margin-bottom: 0.21cm; }

Bloco pôs em evidência que o Governo esconde mal uma complacência de facto com a prevalência da precarização das relações laborais. Solidariedade com o povo líbio também foi destaque.

O governo português coloca-se sempre ao lado das chancelarias, que suportaram, financiaram, negociaram, confortaram e elogiaram estas ditaduras que o povo árabe está a derrubar agora.

Ao agitar o espectro de uma crise, Cavaco Silva ignora sobranceiramente que já vivemos uma crise e muito grave.

A mensagem de Natal de José Sócrates não escolheu menos do que o mesmo raciocínio de Margaret Thatcher para legitimar, em vão, a política do Governo.

PS e PSD só têm uma certeza para oferecer: “o pior ainda está para vir”.

Suprema ironia: os porta-vozes portugueses do diktat do visto prévio sobre os orçamentos nacionais levaram a sério a sugestão de suspender a democracia para governar o país.

Em Portugal como em França, a Direita fabrica e dissemina representações dos pobres em que se amalgamam caoticamente indolência, criminalidade, impermeabilidade cultural e ameaça à ordem.

E nesse novo contexto, as escolhas políticas tornaram-se mais transparentes, sem ilusionismos de disfarce.