Não há consenso possível entre as opiniões que defendem uma Justiça manietada pela austeridade e as que defendem o reforço de meios e de alcance da Justiça.
É natural uma representação tão elevada e tão exuberante da direita portuguesa no congresso do MPLA. Essa direita sabe que tem na governação angolana atual um parceiro.
Vai ou não a União Europeia manter o compromisso de financiar o governo de Erdogan em 3 mil milhões de euros para que este faça o trabalho sujo de travar ou de devolver à procedência quem busca a Europa para fugir à guerra, à perseguição ou à miséria?
O “primado da paz, da democracia, do estado de direito, dos direitos humanos e da justiça social”, incluído nos objetivos fundadores da CPLP, é cada vez mais uma brincadeira retórica.
A manutenção de milhares de pessoas num limbo jurídico de quase-clandestinidade que se arrasta durante anos tem-se revelado como um mecanismo de nivelamento por baixo de direitos básicos no mundo do trabalho.