José Manuel Pureza

José Manuel Pureza

Professor Universitário. Coordenador do Bloco de Esquerda

A crendice ideológica de que o negócio privado é o melhor suporte para a satisfação do interesse público tem no outsourcing a sua mezinha.

O combate de Laura Ferreira dos Santos foi e é de uma enorme dificuldade. São sempre assim os combates pelos direitos humanos.

Os apregoadores de que “vem aí o diabo, só não sei é quando” e os arautos do “só não vê a nossa bondade quem não quer” precisam uns dos outros para se justificarem.

A ofensiva liberal abjura tudo quanto é Estado, salvo quando o mesmo Estado é fundamental para garantir nichos de renda ou de negócio aos liberais.

O consenso do grande centro está a ruir. A ruína do grande centro abre espaço para uma luta política nova.

Intervenção de Joé Manuel Pureza no segundo dia do debate do debate na especialidade do Orçamento do Estado para 2017.

O humanismo europeu tem essa desdita: vive melhor com passadeiras vermelhas do que com andaimes e enxadas.

Para quem se empenha em mais justiça na economia, valeu a pena o empenhamento nesta primeira fase da negociação do orçamento.

Palpita-me que, lá onde estiverem, Pete Seeger e Woody Guthrie esboçaram um sorriso. Talvez Springsteen o tenha feito também.

Dizem-nos que a regulação do lobbying tem que ser porque o lobbying existe e mais vale regulá-lo do que deixá-lo desregulado. A justificação é pobrezinha. Mas, mais que tudo, gera expetativas falsas.