José Manuel Pureza

José Manuel Pureza

Professor Universitário. Coordenador do Bloco de Esquerda

Há, na política, companheirismo, encontro e amizade que são o contrário da baboseira do “eles são mas é todos amigos”, seguida da inevitável “eles querem todos é tacho”.

Afirmar os direitos das pessoas em fim de vida é tão difícil e controverso como foi, no passado, afirmar direitos de todos os colocados em condição de periferização social.

Com coragem, Salvador Sobral mandou a suposta neutralidade da Eurovisão às malvas e aproveitou o acréscimo de mediatização momentânea para lançar um S.O.S. em favor dos refugiados. Fez bem.

A discussão sobre os chamados ‘metadados’ de comunicações confronta-nos com o núcleo essencial do que é e não é um Estado de Direito.

O racismo anda por aí, sempre andou, em gestos e em discursos do dia a dia.

Sei da Relvinha e digo que a luta dos moradores e a sua organização é o que dará resposta à vergonha que é o retrato tão verídico feito neste relatório [Farha, sobre habitação].

Os alunos, os pais, os funcionários e os professores da Escola Secundária José Falcão, em Coimbra, terão por certo muita dificuldade em compreender as tão apregoadas virtualidades dos últimos números sobre a diminuição do défice.

A resposta das democracias à política de choque e pavor praticada por Trump joga-se sobretudo na não aceitação da normalização do estreitamento da democracia política e no combate pelos direitos todos.

A despenalização é a única forma de acolher a livre escolha, a penalização é a imposição. A despenalização permite, a penalização proíbe. A despenalização não obriga ninguém, a penalização obriga toda a gente

O valor das custas judiciais é um obstáculo de primeira grandeza à efetividade de muitos direitos.