Graças a uma proposta do Bloco de Esquerda aprovada no quadro do Orçamento para o corrente ano, foi apresentado pelo Governo o relatório sobre o sistema prisional e tutelar “Olhar o futuro para guiar a ação presente”.
Manuel Martins proclamou, com serenidade firme, que "A Igreja tem de ser a voz dos sem voz". Parecerá agora frase feita. Mas quando foi proferida, nas circunstâncias em que o foi, e por um bispo, a frase soou a convocação à mudança drástica.
Num estado de negação desumano, a Europa faz tudo para tamponar o seu espaço, militarizar as suas fronteiras e conter os imigrantes nos pontos de acesso do lado sul do Mediterrâneo.
Depois dos metadados vem agora a videovigilância. E, com a legitimação de ambos, é uma mesma visão preconceituosa e suspeitosa sobre cada um de nós que se instala. A sociedade da pan-vigilância é a sociedade da pan-suspeita.
A linha de diferenciação na democracia local não é entre partidos e independentes, é entre quem alarga a democracia e quem perpetua a deformação da prática da democracia tomando-a como jogo de elites e de iluminados.
Registar os profissionais da influência e tornar públicas as suas reuniões com deputados ou governantes torna essa sua influência em algo ético-politicamente puro?